domingo, 7 de março de 2021

MEU AMIGO DORVALINO!

                                                            AO MEU AMIGO DORVALINO!

Professor Me. Ciro José Toaldo

 

              Na busca de minhas memórias ligadas com meu querido Capinzal (SC), trago comigo inúmeras lembranças envolvendo meus tempos de meninice e juventude. A Rua Carmelo Zocolli, onde nasci e vivi por muito tempo é o grande cenário destas recordações, dentre elas, neste artigo, destacarei a ligada a um amigo que ainda se encontra vivo. Ele é uma criatura especial, mesmo com seus cerca de oitenta anos a sua mente é de uma criança.  

            Antes de mais nada, preciso pedir aos responsáveis pelo amigo Dorvalino, que chamamos carinhosamente de ‘Dorvo’, a permissão de colocar seu nome na forma pública, mas o faço para prestar uma homenagem, tendo muito respeito e, principalmente pela amizade e carinho que no decorrer de minha vida consegui cultivar junto desta iluminada criatura que não reside mais em Capinzal.

            Nestes quase quarenta anos que deixei minha terra natal, aonde muitas mudanças aconteceram em sua infraestrutura, lembro que no final de nossa rua, há um moro (como inúmeros existentes) e por meio dele tínhamos acesso à casa do Dorvo aonde viviam seus pais que eram ‘colonos’ e naquele lugar viviam de plantações, vaca leiteira, porcos, galinha e todo contexto da vida da ‘colônia’! Neste cenário conheci meu amigo!

            De pouca fala, com sua face sempre risonha, trabalhador e fazia o que lhe era determinado. Quando o conheci, na casa de seus pais, Adelino e Maria, criaturas fantásticas e forte religiosidade, ocorreu empatia entre nós dois. Outro fato que contribui para o sustentáculo de nossa amizade: todos os dias o Dorvo passava em nossa casa e leva a ‘lavagem’ (restos de comida) para tratar os seus porcos. Apesar de ser adolescente, ele com os seus quarenta anos ou mais, havia respeito mútuo, inclusive comprava balas e outras iguarias, como ‘brinquedos’ que o deixavam radiante de alegria.

            O tempo passou e a família do Dorvo deixou a vida de ‘colono’, pois seus pais estavam com idade avançada e vieram residir ao lado da casa de meus pais. E nossa amizade se fortaleceu. Acabei indo para o seminário e, nas férias encontrava o Dorvo que sempre me espera e aguardava para ganhar um ‘presente’. Depois, ao mudar para o Mato Grosso do Sul, as vezes demorava para visitar meus pais, mas, sempre encontrava meu amigo que expressa alegria ao nos encontrar.

            Em minha imaginação vejo como Deus é maravilhoso ao permitir que criaturas ‘especiais’ (ele frequentava a APAE), façam parte de nossa vida para poder refletir sobre nosso comportamento e se somos humildade na tratativa do semelhante.  

            Essa amizade carregarei para sempre. Ela é parâmetro que demonstra o quanto um amigo é importante, não pelo fato de longas conversas, discussões ou por quantidade de bens materiais, como casa, carro, celular; um elemento que se deve considerar é da ‘dádiva divina’. Isto faz-me acreditar que a amizade que tenho com o Dorvo, vai muito além da dimensão terrena, pois se trata de um ‘ser de luz’ que veio para este mundo iluminar outros seres.

            Faça sua reflexão!

Até o próximo!

Deus abençoe todos!

Deus abençoe todos!

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Textos 3ª e 4ª Fase EJA - Aulas de História dias 27/10 e 03/11

 

EMEF MARECHAL RONDON – HISTÓRIA – PROF. Me. CIRO JOSÉ TOALDO

EDUCAÇÃO DE JOVENS ADULTOS – EJA - 3ª e 4 ª FASES A/B   (4º BIM)

TEXTO PARA A AULA DE 27 DE OUTUBRO E 03 DE NOVEMBRO

NOME ________________________________________________ FASE ________

 TEXTO PARA 3ª FASE A e B

Até o presente momento estudamos um pouco da História Geral, especificamente a respeito da Idade Antiga. Conhecemos as primeiras grandes civilizações e o seu início ao lado de grandes rios, como foi o caso da Mesopotâmia com os Rios Tigre e Eufrates, o Egito com o Rio Nilo, os Hebreus com o Rio Jordão. Também vimos os Fenícios, os grandes navegadores do mundo antigo que desenvolveram o alfabeto para melhor se comunicar e registrar seus negócios marítimos.

Para recordar: os povos da Mesopotâmia eram: sumérios, acádios, assírios, caldeus e babilônicos. Do Egito temos as pirâmides, dos hebreus a bíblia.

Os Persas com seu grande Império, criação de estrada real e correio. E, chegamos aos Gregos, onde estes desenvolveram uma grande civilização, mas tendo como base cidades-estados, como as principais, Atenas e Esparta.

Dos Gregos temos muita coisa em nossa civilização: democracia, escola, filosofia, matemática, medicina e a própria ciência que estamos estudando, a História. Mas, os gregos foram dominados pelos Romanos, outra importante civilização que muito nos influenciou, diferente do povo grego, os romanos criaram um grande império e dominaram grande parte de outras civilizações do mundo antigo.

Essa civilização passou por três etapas, em sua história: monarquia, república e império. Cada uma destas etapas com muitos acontecimentos. Destaco que foram eles os criadores do senado, que no período da república se tornou a principal instituição. Também foram os romanos os criadores do direito.

Foi no decorrer do império romano que surgiu o cristianismo, nosso último conteúdo estudado.

 TEXTO PARA 4ª FASE A e B

Até o presente momento estudamos um pouco da História Geral, especificamente a respeito da Idade Contemporânea. Conhecemos as Grandes Guerras Mundiais, como a Primeira e a Segunda. A 1ª provocada pelos desejos das nações europeias crescerem, após a Revolução Industrial e a Alemanha foi a que acabou tendo que assinar o Tratado de Versalhes que levou a ocorrer a 2ª Guerra, mas com a questão dos regimes totalitários do fascismo e nazismo (Hitler/Alemanha), fez surgir essa segunda guerra, com um destaque para o Brasil que participou com a FEB (força Expedicionária Brasileira), inclusive derrubando Mussolini da Itália.

 Também vimos sobre a Guerra Fria, após o final da 2ª Guerra, guerra essa que se deu em contraposição entre dois regimes: capitalismo e socialismo, o primeiro defendido pelos EUA e o segundo pela URSS. Isto foi de 1946 até 1989, com a queda do muro de Berlin.

 Mas, dentro da História Contemporânea, temos a História do Brasil e, nestes bimestres estudamos a História da República, sobretudo da Era Vargas (Presidente Getúlio Vargas) 1930 -1945 e da quarta República de 1946 até 1964.

Da Era Vargas há três períodos: provisório, constitucional e estado novo. Este último período foi decretado devido aos comunistas desejarem tomar o poder, mas Vargas os dominou e estabeleceu este estado novo. Quanto à quarta república, tivermos os seguintes Presidentes: Dutra, Vargas, Juscelino Kubistchek, Jânio Quadros e João Goulart. Dutra (constituição de 1946), Vargas (seu suicido), Juscelino (Brasília), Jânio (sua renuncia) e Goulart (militares que tiveram que tomar o poder).

terça-feira, 20 de outubro de 2020

OS MILITARES NO PODER BRASILEIRO (1964 – 1985)

 

EMEF MARECHAL RONDON – HISTÓRIA – PROF. CIRO – 4ª FASE A/B – 4º BIM - 2020

OS MILITARES NO PODER BRASILEIRO (1964 – 1985)

 

Para combater as ameaças comunistas que assolavam o Brasil, os militares com a força do povo e de autoridades constituídas, restabeleceram a ordem e um grupo formado por civis e militares, assumiram o poder, pois, João Goulart, havia deixado vago o cargo de presidente da República, isto ocorreu em 31/03/1964, quando Castelo Branco assumiu. Assim, começa o período em que o Brasil foi comandado pelos militares (1964-1985).

Lembrando que o presidente João Goulart, até para assumir, após renúncia de Jânio Quadro, teve dificuldades e vinha propondo transformações estruturais no âmbito político e social do Brasil, que eram as reformas de base que ofereciam brechas para uma guinada comunista de teor radical.

Os militares no início do novo governo estabeleceram-se na política brasileira em uma ocasião em que o país mergulhava numa de suas piores crises, nos primeiros meses de 1964 e tiveram que estabelecer os chamados Atos Institucionais para terem a possibilidade de governar o país.

No dia 9 de abril foi decretado o Ato Institucional nº 1, dando poderes ao Congresso para eleger o novo presidente. O escolhido foi o general Humberto de Alencar Castelo Branco que governou de 1964 até 1967. Em seu governo foi criado o Cruzeiro e o Banco Nacional de Habitação (BNH) e também ocorreu o rompimento de relações diplomáticas com Cuba e aproximação com os EUA.

Depois assumiu Costa e Silva, governou de 1967 até 31/8/1969 (foi afastado por problemas de saúde). Foi em seu governo que passou a vigorar a Constituição de 1967 e o AI-5; nele também se criou a Embraer e a expansão da indústria pesada. No seu governo ocorreu a visita da rainha Elizabeth II ao Brasil. Quanto ao ato mais duro de Costa e Silva, o AI-5, há historiadores que defendem que ele deveu-se em grande parte às pressões de ações armadas revolucionárias que já estavam em curso no país – como as da AP (Ação Popular, acusada do atentado à bomba no Aeroporto de Guararapes, em 1966).  

Depois, assume Emílio Garrastazu Médici, governou de 30/10/1969 a 15/3/1974. Ele derrotou a Guerrilha do Araguaia e criou o Departamento de Operação de Informação e também criação da Embrapa, e iniciou a construção da Hidrelétrica de Itaipu, tendo acordo com o Paraguai e Argentina.

Na sequencia assume Ernesto Geisel governou de 15/03/1974 a 15/03/1979, foi quem, em 11 de outubro de 1977, criou o nosso estado de Mato Grosso do Sul, também fez a fusão do estado da Guanabara ao Rio de Janeiro. Com Geisel chegou ao fim o AI-5 e, no exterior fez acordos sobre energia nuclear com a Alemanha Ocidental e reatou as relações diplomáticas com a China.

O último presidente militar foi João Baptista Figueiredo, governou de 15/03/1979 a 15/03/1985. Criou o estado de Rondônia, modernizou a agricultura brasileira e fez a reabertura política onde os partidos políticos se reorganizaram.

O primeiro presidente civil após o governo dos militares foi Tancredo Neves, eleito indiretamente em 1985. Todavia, ele morreu antes de assumir o cargo. O viceJosé Sarney, assumiu o posto. As eleições diretas efetivaram-se em 1989 e culminaram na vitória de Fernando Collor de Mello.

O CRISTIANISMO NO IMPÉRIO ROMANO E SUA ASCENSÃO

 

EMEF MARECHAL RONDON

HISTÓRIA – EJA 3ª FASE – PROF. CIRO – 4º BIM – 2020

 

CRISTIANISMO DENTRO DO IMPÉRIO ROMANO E SUA ASCENSÃO[1]

 

A partir do século III, o Império Romano entrou em crise e muitos romanos empobrecidos não seguiram a religião oficial e o culto ao imperador já não traziam conforto espiritual e passaram a seguir outra religião. Foi justamente nesta época que o cristianismo se expandiu e se consolidou.

Para isso, contribuíram os ensinamentos de Jesus. Segundo o Novo Testamento, Jesus, filho de Maria e José, nasceu em Belém, lugarejo próximo a Jerusalém, na Judeia, que, na época, era uma província do Império Romano, sob o governo de Otávio Augusto. Aos 30 anos, o messias esperado, Jesus começou a percorrer as aldeias e cidades da Judeia pregando o amor ao próximo, humildade e igualdade entre as pessoas, e promete aos justos o paraíso. Assim, muitas pessoas passam a seguir Jesus.

Em suas pregações, Jesus pregava: adoração a um só Deus (era o oposto em adorar vários deuses romanos); afirmava ser o messias que traria a felicidade eterna a quem merecesse; se opunha à violência e prometia a vida eterna. Por isso e pela falsa acusação de que diziam que era rei dos judeus e de pregar contra as autoridades, Jesus foi condenado à morte na cruz pelos romanos. Após sua morte, os apóstolos, com destaque para Paulo e Pedro, passaram a transmitir seus ensinamentos aos povos do Império, já que a proposta cristã era de uma religião universal.

Mas, quem eram os apóstolos? Eram seguidores que haviam conhecido Jesus, começaram a pregar espalhando a crença na vinda ao mundo do salvador e de uma Boa Nova, “Evangelho”, em grego, e começaram a converter outros judeus, em particular, os que falavam o grego, pois estes estavam mais abertos às influências de novas crenças.

E, foi desta forma que o cristianismo começou a expandir-se para além dos “pobres” que compunham a comunidade de Jerusalém e o apóstolo Paulo, o principal deles, influenciou a pregação do Evangelho para todos os homens, não apenas para os judeus, como tinha sido nos primeiros anos após a morte de Jesus.

Por mais de vinte anos, Paulo viajou e pregou, pelo Mediterrâneo Oriental, até ser preso em 58 d.C. Como Paulo tinha a cidadania romana, em 60 d.C. pediu para ser julgado em Roma.

 Com a promessa de um mundo melhor, animado pelas pregações dos apóstolos, a exemplo de Paulo, e por obras de caridade, o cristianismo começou a se expandir entre diferentes grupos sociais e povos e regiões ao redor de todo o Mar Mediterrâneo.

Por que tantas pessoas pobres se convertiam ao cristianismo? Os pobres buscavam na religião de Jesus a esperança de conseguir o paraíso. Para eles, que formavam a maioria dos primeiros cristãos, o imperador era o anti-Cristo, e Jesus era a salvação; a felicidade eterna em outra vida.

 

A PERSEGUIÇÃO DOS CRISTÃOS

 

A perseguição aos cristãos teve seu começo devido ao grande crescimento do cristianismo e sua expansão, desta forma as autoridades romanas passaram a persegui-lo. A perseguição aos cristãos aconteceu por mais de dois séculos e incluiu: a) execuções públicas e crucificações; b) exposição a feras famintas para serem devorados; c) destruição de suas igrejas.

Resistindo à perseguição romana, os cristãos reuniam-se nas catacumbas, galerias subterrâneas onde oravam e sepultavam seus mortos. Apesar de perseguido pelo governo romano, o cristianismo (com sua crença na vida pós-morte) continuou atraindo pobres, remediados, ricos, homens, mulheres e, até mesmo, as autoridades romanas. E, com a crise do século III, o cristianismo se consolidou como uma religião com grande número de seguidores por todo o império.

Inicialmente, os imperadores alarmados intensificaram as perseguições aos cristãos. Posteriormente, perceberam que era melhor aliarem-se a eles, a fim de conservar seu poder. Em 313, o imperador Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos, por meio do Édito de Milão e, antes de morrer, resolveu batizar-se.

A consagração do cristianismo deu-se no governo de Teodósio, que, em 380, transformou o cristianismo em religião oficial do Império Romano. Nascido entre os pobres, o cristianismo passava a ser agora uma das colunas de sustentação do Estado romano, que passou a ser chamado de Império Romano Cristão.



[1] Cf BOULOS, Alfredo. História sociedade e cidadania, vol 6. São Paulo: FTD, 2018. P.186/188

terça-feira, 15 de setembro de 2020

DESAGREGAÇÃO DO IMPÉRIO ROMANO - EJA - MARECHAL RONDON - HISTÓRIA - 3º BIMESTRE 2020

 ESCOLA MUNICIPAL MARECHAL RONDON - HISTÓRIA – PROF. Me. CIRO JOSÉ TOALDO  

EJA – 3º FASE A/B – 3º BIMESTRE 2020   (TEXTO PARA AULAS DO DIA 15/9 E 22/09)

ALUNO (A) _________________________________________________________________

A DESAGREGAÇÃO DO IMPÉRIO ROMANO[1]

A partir do século III, começou uma crise prolongada no Império Romano, motivada por fatores internos e externos, desorganizou o Império e contribuiu para desagregação (separação).

Internamente, a raiz da crise estava nos gastos crescentes do Império para conservar as províncias, pagar funcionários e manter soldados em toda a sua extensa fronteira. Para cobrir esses gastos, os imperadores romanos aumentavam os impostos sobre a população e desvalorizavam a moeda. Como na época não havia dinheiro em papel, diminuía-se a quantidade de metal (ouro ou prata) em cada moeda. Assim, o governo romano economizava metal, mas o dinheiro de cada pessoa passava a valer menos, os preços subiam e não se encontrava mais trabalho nas cidades. Com isso, seus habitantes passaram a ter dificuldades para sobreviver.

Além disso, ocorreu também um aumento da insegurança nas cidades romanas, devido à pressão dos germanos nas fronteiras do Império. Empobrecidos pela crise econômica e com medo dos germanos, muitos moradores de cidades se mudaram para o campo em busca de abrigo e trabalho.

As cidades se esvaziaram e a Europa viveu um processo de ruralização. Como no campo as terras cultiváveis estavam nas mãos dos grandes proprietários, os pobres que para lá foram passaram a trabalhar para eles na condição de colonos. O colono era um trabalhador que cultivava um pedaço de terra do proprietário e, em troca, entregava a ele uma parte da colheita como pagamento pelo uso da terra. A essa relação de trabalho dá-se o nome colonato.

Em busca de soluções para a crise

A crise econômica enfraqueceu o governo imperial, que, por vezes, ficava sem pagar seus soldados ou atrasava seus salários. Aproveitando-se dessa situação, generais ambiciosos nascidos nas províncias romanas marchavam sobre Roma com seus soldados e tomavam o poder à força. Nesse tempo, o assassinato de imperadores tornou-se um fato comum e a anarquia militar tomou conta do Império.

Alguns imperadores, no entanto, buscaram soluções para a crise. Um deles, de nome Diocleciano, criou, em 285, a tetrarquia, um modelo de governo de quatro imperadores, cada um responsável por uma grande região do Império. Essa reforma surtiu efeito, mas, assim que Diocleciano deixou o poder por motivo de doença, os generais do Exército voltaram a disputar o cargo de imperador.

Outro imperador que buscou soluções para a crise foi Constantino. Além de combater os germanos com eficiência, por motivo de segurança, ele mudou a capital do Império para Bizâncio, cidade que, em sua homenagem, passou a se chamar Constantinopla.

Outra tentativa de solucionar a crise e facilitar a administração foi feita por Teodósio. Em 395, ele dividiu o território romano em duas partes: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, e Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla.

No entanto, essas soluções não conseguiram impedir a chegadas dos germanos ao Império, estes ao longo do tempo acabaram dominando o Império, em 476, dominaram Roma, quando chegou ao fim o Império Romano do Ocidente (mas, em outra aula, explicaremos com mais detalhes a tomada de Roma).



[1] Texto do livro de Alfredo Boulos, História Sociedade & Cidadania, vol. 6. FTD, São Paulo, 2018 (páginas 183/185).

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Salve, Salve meu Brasil!

SALVE, SALVE MEU BRASIL! 
Professor Me. Ciro Jose Toaldo 

     Em meio aos ditames de uma pandemia, iniciamos mais uma Semana da Pátria, para celebramos o feito glorioso de D. Pedro I, em 07/09/1822, portanto, 198 anos de inúmeras Histórias que deveriam ser resgatadas e contadas por todos os brasileiros! Contudo, durante certo período da trajetória do país, principalmente no âmbito escolar, fizeram-se inversões de valores no sentido de levar as crianças e jovens a não terem ‘paixão, amor e entusiasmo por sua Pátria’! 
     Mas, os aspectos negativos em relação à educação, ligados sobretudo com a disciplina de História, começam a ser revistos, pois temos a introdução de novas concepções, onde o resgate do civismo torna-se forte! Em 2020, passaremos em frente às escolas, nesta Semana da Pátria e não veremos os lindos e emocionantes atos cívicos, pois as atividades escolares, na forma presencial, estão suspensas desde março! Constatação triste, mas a Pátria precisa estar guarda em nosso coração! 
     Tenho saudade da época da Semana da Pátria quando era adolescente e jovem em Capinzal (SC), aonde vivenciávamos com respeito e emoção as solenidades feitas pelas religiosas que administravam o Colégio Mater Dolorum. Lembro-me que havia um mastro para hastear o ‘Pavilhão Nacional’(no próximo artigo explicarei sobre essa expressão) de onde conseguíamos ver parte de Capinzal e de Ouro (SC)! Quando adolescente, na casa de meus pais, em Capinzal, na Rua Carmelo Zocoli, também fazia o hasteamento da Bandeira, junto com amigos daquela rua. Tempos áureos aqueles! Queira o bom Deus que eles voltem e encantem os nossos jovens para terem amor, respeito e principalmente o encanto ao lindo e abençoado Brasil! 
     Acredito no patriotismo que deve estar aflorado no peito de cada cidadão, por exemplo, ao cruzar em frente a Bandeira Nacional sentir a emoção e orgulho em poder viver em uma nação livre, independente, maravilhosa, mesmo com seus inúmeros problemas! 
     Não se trata de ser ‘cego’ ou ‘aceitar tudo’, aliás, os assíduos leitores sabem de nossa luta na defesa pela liberdade de opinião, algo vem incomodando! E, quando se entende que a Pátria somos todos em um só coração, o patriotismo é resgatado e ela passa a ser defendida por todos! 
     O seu patriotismo pode ser concretizado, ainda neste ano, pois haverá eleições para cargo de prefeito e vereador, nos municípios onde se encontra a base da Pátria! Sendo assim, quem escolher com critérios e ponderação estes representantes, demonstrará o seu patriotismo! 
     Nunca nos falte sabedoria e consciência para entender que não basta alguns poucos estarem bem, afinal é preciso cuidar de nossa Pátria, tendo coragem de exigir que se cumpra o lema de nossa Bandeira: Ordem e Progresso! É um slogan positivista (não há como aprofundar essa questão), mas, devemos fazer valer à ‘Ordem’ mantida sem violência, pois a máxima é válida: “quem ama cuida e jamais deseja ver sua Pátria destruída!”. 
     E, essa ‘Ordem’ deve ser para todos, sem privilegiar ninguém para usufruir o ‘Progresso’ gerador da prosperidade aos cidadãos! 
     São 198 anos de independência de uma Pátria gloriosa, mas também sofredora! Parece estarmos dando a volta por cima, onde o Brasil é honrado, corruptos são presos, bons princípios valorizados e o povo acordado, principalmente ao perceber quais são as consequências da venda de ‘voto. Desta forma, o cidadão passou a compreendeu que o grande representante da Pátria é ele mesmo! Este resgate do patriotismo deve orgulhar todos! 
     Salve, salve meu querido e amado Brasil! 
     Pense nisto e tenha orgulho em ser um patriota brasileiro!

terça-feira, 18 de agosto de 2020

A QUARTA REPÚBLICA DO BRASIL (1945 - 1964) - 4ª FASE - EJA - MARECHAL RONDON 2020 - 3º BIM

 

EMEF MARECHAL RONDON – HISTÓRIA – PROF. Me. CIRO TOALDO – 4ºFASE A/B - EJA

Nome _______________________________ 3º BIM 2020 (Texto para as aulas de 18, 25/08 e 01/09)

 

    HISTÓRIA DO BRASIL CONTEMPORÂNEO – QUARTA República Brasileira – (1945 -1964)

 Para vocês lembrarem: O Brasil tem três períodos: colônia, império e república. Estamos estudando a respeito da república. A Primeira foi a da Espada (1889-1894),  a segunda foi de 1894 até 1930 (chamada de República Velha) a terceira foi de 1930 até 1945 (Era Vargas) e a quarta vamos estudar agora. A Quarta República Brasileira foi um período de 1945 até 1964, marcado por grandes crises políticas, por um grande salto nos índices de desenvolvimento econômico e industrial do Brasil, houve uma rápida urbanização, mas as desigualdades também aumentaram, foram 21 anos que durou este período. Os presidentes deste período foram: Eurico Gastar Dutra (1946/51), Getúlio Vargas (1951/54), Café Filho (1954-1955), Carlos Luz (1955), Nereu Ramos (1955-56), Juscelino Kubitschek (1956-1961), Jânio Quadros (1961), Ranieri Mazzilli (1961) e João Goulart (1961-1964).

Política e a Constituição de 1946

Durante este período da política brasileira, formaram-se os novos partidos políticos, sendo os três (03), os maiores e também mais atuantes, partidos ao longo do período da Quarta República, foram eles: União Democrática Nacional (UDN): era um partido conservador, contrário a Getúlio Vargas e ao comunismo, seu grande representante foi Carlos Lacerda. Partido Social Democrático (PSD): foi criado por Vargas  durante o período do Estado Novo (Era Vargas – 1937-45), grande nome foi Juscelino Kubitschek.

Partido Trabalhista Brasileiro (PTB): foi criado pelo próprio Vargas para se aproximar dos trabalhadores e implantar medidas defendidas pela esquerda. Os grandes nomes foram Getúlio Vargas e João Goulart.

Além disso, a 4ª República era dirigida pela Constituição de 1946, promulgada Eurico Gaspar Dutra, trouxe algumas para a democracia para o Brasil, mas não permitiu o voto de analfabetos (só conquistaram esse direito na Constituição de 1988), e os trabalhadores rurais continuaram excluídos das conquistas trabalhistas que haviam trazido melhorias para a condição dos trabalhadores urbanos.

Principais acontecimentos de cada governo

*Eurico Gaspar Dutra – o destaque do seu governo foi sua política externa, onde o Brasil alinhou-se aos Estados Unidos  no contexto da Guerra Fria, os partidos de esquerda, como Partido Comunista Brasileiro foi colocado na  ilegalidade em 1947.

*Getúlio Vargas, em 1950, retorna ao cargo de presidente do Brasil, mas pelo voto (democracia), mas teve grande crise política, pois a oposição (UDN) colocou-se contra o projeto político-econômico de Vargas que levou a ter a volta da inflação e com isto ter a perca de sua popularidade. A crise tornou-se insustentável, principalmente após a nomeação de João Goulart para o Ministério do Trabalho. Carlos Lacerda (UDN) sofreu um atentado, com morte de seu guarda-costas, um major da Aeronáutica. A crise que se desdobrou disso levou Vargas ao isolamento, até que, no dia 24 de agosto de 1954, cometeu suicídio.

* Com o suicídio de Vargas, o Brasil, em 17 meses, teve três presidentes, sendo eles: café Filho, Carlos Luz e Nereu Ramos.  

* Juscelino Kubitschek (PSD/PTB), foi eleito presidente do Brasil com margem apertada sobre o candidato da UDN, Juarez Távora. No governo de Juscelino (JK) impôs um projeto intenso de modernização econômica e industrialização do Brasil. Conhecido como Plano de Metas, o projeto de JK defendia a priorização dos investimentos em algumas áreas da economia brasileira. Investiu na malha rodoviária do Brasil e ampliou a capacidade energética do país.

Também investiu na infraestrutura, trouxe indústrias estrangeiras ao país (gerou empregos). Construiu a nova capital do Brasil, a cidade de Brasília (inaugurada em 1960), mas os altos gastos de JK contribuíram para o endividamento do Brasil e para o crescimento da inflação. Outro ponto extremamente negativo foram os baixos investimentos realizados na área da educação e da produção de alimentos, o que criou graves problemas que estouraram na década de 1960.

* Jânio Quadros, era da UDN, venceu as eleições de 1960, com discurso moralista, afirmando que limparia a política brasileira da imoralidade, mas seu foi repleto de medidas desastradas. Sua postura na presidência criou atritos com o Congresso e com a própria UDN.

As medidas econômicas de Jânio levaram ao aumento no custo de vida. Mas quando abriu caminho para negociações diplomáticas com o bloco soviético, ocorreu  o desagrado dos seus aliados conservadores. Jânio, isolado, renunciou à presidência ainda em 1961.

* A sucessão presidencial foi caótica, uma vez que o exército não aceitava a posse de Jango (João Goulart), acusando-o de ser um comunista. O Brasil esteve às vias de uma guerra civil quando uma alternativa política foi adotada: Jango assumiu a presidência em um regime parlamentarista.

O parlamentarismo durou pouco tempo e, em janeiro de 1963, Jango obteve seus plenos poderes presidenciais. A partir daí, propôs a realização de mudanças estruturais no país, conhecidas como Reformas de Base, uma deles era a questão da Reforma Agrária. A UDN passou conspirar um golpe contra o Goulart que acabou tendo apoio do próprio PSD. Começaram a correr greves por todos os lados do país. Jango chegou ao final de 1963, politicamente isolado e com a situação econômica do país em descontrole. O PIB registrou 1% de crescimento e a inflação alcançou 78%. O empresariado não acreditava na capacidade do governo conter o descontrole financeiro, enquanto o aumento dos preços e o desabastecimento de mercadorias castigavam os trabalhadores.

Jango assistiu de longe sua própria derrubada, não esboçou reação e fugiu para o Uruguai, abandonando o cargo da presidência da República do Brasil, não tinha mais como continuar no poder. Em 31/03/1964, as Forças Armadas, atendendo ao clamor do povo, inicia em Juiz de Fora (MG), o movimento que culminou com o início do período em que os militares assumem o comando do governo federal do Brasil.

OBS. Este texto tem parte dele extraída da internet, parte dele é de Daniel Neves Silva, mas existem muitas complementações que são de minha autoria (Professor Me. Ciro Toaldo). 

 

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

HISTÓRIA ROMANA - O IMPÉRIO - 3ª FASE - EJA - MARECHAL RONDON 2020 - 3º BIM

 

ESCOLA MUNICIPAL MARECHAL RONDON

HISTÓRIA – PROF. Me. CIRO TOALDO  EJA – 3º FASE A/B –

3º BIMESTRE 2020   (TEXTO PARA AULA DO DIA 18/8 E 25/08)

ALUNO (A) _____________________________________________________________

 

A HISTÓRIA ROMANA – O IMPÉRIO[1]

 

Lembrando que a História de Roma Antiga é dividia em três partes: a primeira que foi a Monarquia, depois a República e a última que é esta que vamos estudar que se chama Império. A diferença básica entre o governo da República e do Império é que na República o órgão máximo era o Senado, formado por 300 membros vitalícios (que ficavam no poder por toda a vida), já no Império, o Senado perde o poder para os Imperadores que passam a governar sem o aval do Senado.

Otávio Augusto e seus soldados venceram as forças de Marco Antônio, pondo fim à República, e, em 27 a.C., estabeleceram um novo regime político: o Império.

Na condição de imperador, Otávio Augusto podia agora propor e rejeitar leis, convocar o senado e as assembleias e intervir militarmente em Roma, na Itália, e em todas as províncias romanas. Aproveitando-se disso, ele promoveu uma série de reformas importantes:
definiu os limites do Império Romano e enviou tropas para proteger suas fronteiras;
distribuiu terras aos seus soldados e trigo à plebe;

confiou a administração de algumas províncias aos senadores, enquanto manteve outras, como o Egito (importante fornecedor de trigo a Roma), sob sua responsabilidade;

modernizou a cidade de Roma que, na época, tinha cerca de 1 milhão de
habitantes e passou a ter um prefeito, um corpo de bombeiros e monumentos que glorificavam o governo.

Com essas reformas de Otávio Augusto, o Império conheceu um longo período de estabilidade, denominado Pax Romana, que durou mais de duzentos anos. Durante esse período, as cidades do Império ganharam estradas, teatros, aquedutos, termas, fontes e as fronteiras foram fortificadas. E, sob o imperador Trajano, em 117 d.C. que o Império Romano tem sua máxima extensão.

Afinal, o que era o Império Romano?

Na época de sua máxima extensão, o Império Romano tinha 60 milhões de habitantes e abrangia terras em três continentes: Europa, África e Ásia. No imenso território do Império – de uma ponta a outra do Mediterrâneo – havia uma grande diversidade étnica e religiosa.

Além dessa variedade, havia também grande diversidade de origens e de grupos sociais: italianos, estrangeiros, livres, escravos e libertos habitavam as cidades do Império Romano.

Segundo o historiador Norberto Guarinello, o Império Romano era fruto da aliança entre o Imperador e as elites das cidades imperiais. Nas cidades do Império, o poder romano exercia sua autoridade decidia pela paz ou pela guerra e, cobrava impostos. Mas o Império Romano não era somente um sistema político, era também uma identidade romana que todos os seus habitantes podiam assumir.

Um elemento dessa identidade divulgado em todo o mundo romano era o culto ao imperador e à sua família. Além disso, por séculos muitos imperadores mortos foram transformados em divindades com a autorização do Senado.

O Império Romano era também o império de uma língua – o latim – e de uma literatura – a latina. A história de Roma e de seus feitos tornou-se um modelo a ser seguido; por isso, devia ser ensinada também nas escolas das cidades de todo o Império.

Além disso, criou-se uma literatura latina, que tinha entre seus expoentes o poeta Virgílio (viveu de 70 a.C. até 19 a.C). Na escola, as elites das  províncias romanas aprendiam a escrever latim, a ler Virgílio, a cultuar o imperador e a construir habitações à moda romana.                As principais bases de sustentação do Império eram sua aliança com as elites provinciais e a força de um exército organizado e profissional, com cerca de 300 mil homens. O apoio das elites provinciais garantia a ordem pública e a cobrança de impostos. O exército protegia suas fronteiras

A relativa estabilidade política vivida pelo Império Romanos nos dois primeiros séculos da nossa era favoreceu o crescimento da economia e a expansão do comércio romano, pois os romanos tinham bons portos na orla do Mar Mediterrâneo, além de uma rede de estradas bem construídas e uso de uma moeda única em todo o Império (o denário) também ajudaram nessa expansão comercial.  



[1] Texto do livro de Alfredo Boulos, História Sociedade & Cidadania, vol. 6. FTD, São Paulo, 2018 (páginas 168/172).

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

NACIONALISMO AFRICANO E ASIÁTICO - 4ª FASE A/B - EJA - HISTÓRIA - PROF. CIRO - 3º BIM

EMEF MARECHAL RONDON – HISTÓRIA – PROF. Me. CIRO T. – 4ºFASE A/B - EJA

Nome _______________________________ 3º BIM 2020 (Texto para as aulas de 04 e 11/08)

                                      NACIONALISMO AFRICANO E ASIÁTICO

Após estudarmos a respeito da Guerra Fria e a Questão Palestina, com a criação do Estado de Israel, iremos ver a situação de dois continentes: África e Ásia que foram explorados pelos europeus que usaram de violência, confisco de terras, trabalho forçado, cobrança de impostos abusivos e o racismo que oprimia os africanos e asiáticos em sua própria terra. Nos trinta anos que se seguiram ao final da Segunda Guerra (1945), a imensa maioria dos povos daqueles continentes conquistou sua independência.

            Razões que motivaram a independência dos povos africanos e asiáticos: a) a luta dos próprios africanos e dos asiáticos pela independência de seus países; b) o enfraquecimento das potências colonialistas europeias devido às perdas sofridas durante a Segunda Guerra. No imediato pós-guerra, os europeus passaram a canalizar seus esforços para a reconstrução de seus países. Isso facilitou a ação da resistência africana e asiática ao colonialismo europeu; c) a força de movimentos como o pan-africanismo e a negritude.

O pan-africanismo foi um movimento surgido na América Central e Estados Unidos no início do século XX, para transformar a situação dos africanos e libertá-los da pobreza e opressão. Mas a noção de raça dos líderes do pan-africanismo não era a mesma dos europeus: para eles, raça era um fator capaz de unir os diversos povos negros da África na luta contra os dominadores. O líder deste movimento foi o jamaicano Marcus Garvey (1887-1940) que afirmou ser a África, berço de grandes civilizações, era uma “pátria livre”, pronta para receber seus filhos.

A negritude foi movimento do final dos anos 1930 que alimentou as independências africanas, um de seus líderes foi Leopold Senghor, 1º presidente do Senegal (1960-1980). Defendia a valorização das culturas negras e rejeitava a dominação colonialista.

As lutas pela independência da África e da Ásia também contaram com a solidariedade dos países recém-libertos. Na Conferência de Bandung, realizada na cidade de Bandung, na Indonésia, em 1955, 29 países independentes se autodenominaram Terceiro Mundo, declararam-se não alinhados, ou seja, neutros na Guerra Fria entre EUA e URSS, e prometeram apoiar as independências na África e na Ásia.

ÁSIA - Na Ásia foi muito forte o movimento de independência da Índia que era uma colônia da Inglaterra, desde o século XIX. No início do século XX, a resistência indiana à dominação britânica passou a contar com a liderança de Gandhi (1869-1948). Para enfrentar a dominação inglesa, Gandhi propôs a resistência pacífica, baseada na não violência e na desobediência civil. Ou seja, os indianos eram incentivados a não usar e nem comprar produtos ingleses, a desobedecer às leis que os discriminavam dentro da própria Índia e a não pagar impostos como, por exemplo, o imposto sobre o sal.  

Nos anos 1930, o movimento de resistência pacífica alcançou grande popularidade e reconhecimento internacional. Gandhi fez greve de fome para unir hindus e muçulmanos (24% da população na Índia), em torno da luta pela independência. Pressionado pela resistência indiana e abalado pela crise decorrente das perdas sofridas com a Segunda Guerra, o governo inglês aceitou negociar
a independência com os indianos. Mas optou pela divisão da Índia em dois países: República da Índia, de maioria hindu; República do Paquistão, oriental e ocidental, de maioria muçulmana. Em 1971, o Paquistão Oriental constituiu um país separado, de nome Bangladesh.

ÁFRICA - Em 1945, poucos países eram independentes deste continente.

Congo – era um território 80 vezes maior que Bélgica, ficava no coração da
África,  era propriedade do rei belga Leopoldo II (1865- 1909); depois foi  administrado pela Bélgica. Rico em cobre, zinco, manganês, urânio e diamante, atraiu poderosas companhias como a Unilever que explorava as riquezas em troca de baixos salários. Não havia liberdade. Em 1956 criou-se o Movimento Nacional Congolês (MNC), liderado por Patrice Lumumba para ter a independência. Pressionados, os belgas se retiraram, em 30/06/1960, o Congo tornou-se independente; o primeiro chefe de governo foi Lumumba, não uniu o Congo, em 1961 Joseph-Desiré Mobutu, assume o poder.

Angola, Moçambique e Guiné-Bissau - Na África de domínio português, a vida dos africanos era marcada por exploração. Em 1930, angolanos pressionaram o governo português por melhores condições de trabalho e obtiveram a promessa de ter salários e respeito aos seus costumes. Em Lisboa (Portugal), em 1951, universitários vindos da África, como Amílcar Cabral (Guiné-Bissau), Agostinho Neto (Angola) e Noémia de Sousa (Moçambique) usam da poesia como arma de combate ao colonialismo. Muitos deles continuaram na luta pela libertação de seus países. Em Angola foi criado o MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola), liderado por Agostinho Neto (1922-1979), a Frelimo (Frente para a Libertação de Moçambique), dirigida mais tarde por Samora Machel (1933-1986).

Em 1974, em Portugal ocorre a Revolução dos Cravos, Soldados com apoio da população derrubaram a ditadura salazarista que estava com o poder por 42 anos. Vitorioso, o novo governo adotou o lema: “Democracia em nosso país, descolonização na África”. Foi onde se reconheceu as independências africanas: Moçambique (1974) e Angola (1975) sob a presidência de Agostinho Neto.

A luta contra apartheid na África do Sul -  Em alguns países africanos independentes, os nativos lutaram contra a opressão de regimes segregacionistas como na África do Sul. No começo do século XX, a África do Sul, país rico em recursos minerais, era habitada por povos negros, mas comandados por minoria branca.  Em 1948 foi oficializado apartheid: regime segregacionista, separando negros e brancos. Em 1964, foi preso Nelson Mandela, condenado à prisão perpétua. Em 1976, milhares de estudantes negros pediam o fim apartheid. Em 1990, Nelson Mandela foi liberto da prisão; em 1994, ocorreram as primeiras eleições com a participação dos negros e este foi eleito presidente da República que aprovou a Lei de Direitos sobre a Terra, que restituiu às famílias negras as terras que lhes tinham sido usurpadas. (Fonte: Boulos, 2018 - p.164-173)

MEU AMIGO DORVALINO!

                                                             AO MEU AMIGO DORVALINO! Professor Me. Ciro José Toaldo                 Na...