terça-feira, 20 de março de 2018

Carlos Magno - 7º Ano


NOME:  Carlos Magno (66 anos)
QUEM FOI: Foi sucessivamente rei dos Francos (de 771 a 814), ainda o primeiro 
Imperador do Sacro Império Romano (coroado em 25 de Dezembro do ano 800), restaurando assim o antigo Império Romano do Ocidente.  foi o filho mais velho de Pepino, o Breve, que foi o primeiro rei carolíngio.
NASCIMENTO: 02 de abril de 747.
MORTE: 28 de janeiro de 814.
CAUSA DA MORTE: Fraqueza, depois de sofrer uma Pleurisia.
OBS: No inverno de 814, sofreu um ataque de pleurisia, mas recusou assistência médica e tratou de curar-se jejuando. Foi enfraquecendo gradualmente até morrer.

4º TEXTO PARA ALUNOS DO TERCEIRO ANO ENSINO MÉDIO

ALUNOS DO TERCEIRO ANO, LEIAM ESTE TEXTO, COMPLEMENTO DO CONTEÚDO SOBRE REVOLUÇÃO RUSSA E POSTEM SEUS COMENTÁRIOS.

                      A REVOLUÇÃO RUSSA E A LUTA DAS MULHERES Luna Costa

100 anos, acontecia a insurreição dos Bolcheviques, liderados por Vladimir Lênin, contra o governo provisório (25/10/17 pelo calendário russo, e 7 de novembro pelo gregoriano).
Era um dos momentos mais marcantes da história: a primeira revolução socialista, feita pela e para a maioria. As mulheres tiveram importância fundamental e foram as responsáveis pelo início do processo revolucionário, mas, apesar dos grandes direitos conquistados pós-revolução, pouco se comenta sobre sua decisiva participação no período.
O grande estopim ocorreu justamente no dia 23 de fevereiro no calendário juliano (08 de março no calendário gregoriano), o Dia Internacional da Mulher. Milhares de mulheres, que viviam uma situação precarizada e miserável, foram às ruas, em uma greve geral por seus direitos mais básicos.
Na Rússia de 1916, as operárias se concentravam no setor têxtil e eram a categoria mais explorada da classe operária. A média de seus soldos chegava a menos da metade do salário dos operários do setor metalúrgico. A porcentagem de analfabetismo era de 17% entre os metalúrgicos e subia para 62% entre as têxteis.
O enorme impulso que as trabalhadoras russas deram à revolução, combinado com a política revolucionária consequente dos bolcheviques, trouxe avanços que ainda hoje articulam mulheres internacionalmente.
Programas governamentais soviéticos investiam na emancipação das mulheres: plena igualdade de direitos civis e políticos, o casamento civil e o divórcio, liberdade sexual, inserção do mercado de trabalho de forma igualitária, direito ao aborto, licença maternidade, uma política que incentivava a socialização do trabalho doméstico e a criação dos filhos, como a construção de creches públicas.
As trabalhadoras que se levantaram por pão, terra e paz ainda são capazes de nos repassar importantes lições sobre o potencial avassalador que a organização de mulheres tem nas transformações sociais. Fundamental no momento que estamos vivendo de retirada dos nossos direitos em todos os campos.
A revolução russa e a luta das mulheres vivem!


Fonte - <https://jornalistaslivres.org/2017/11/revolucao-russa-e-luta-das-mulheres/>

segunda-feira, 19 de março de 2018

O Brasil na Primeira Guerra Mundial - Alunos do 3º Ano do Ensino Médio


O BRASIL NA PRIMEIRA GUERRA

Como sabemos o Brasil não participou diretamente da Primeira Guerra, pois se manteve neutro, uma vez que havia acordos tanto com os países da Tríplice Aliança, como da Tríplice Entente.
Mas, quando os alemães afundaram o navio “Paraná” (05/04/1917) que estava carregado de café, o mais poderoso navio da frota da marinha brasileira, o governo brasileiro declarou guerra aos alemães. Os alemães também torpedearam outros navios “Tijuca” e “Lapa”, fato que levou o presidente Venceslau Brás, entrar na Guerra do lado da Tríplice Entente (com EUA, Império Russo, França e Inglaterra), mas o Brasil não tinha efetivos para enviar a guerra.
Foram oferecidos pilotos, navios militares e estrutura de apoio médico para atuar na região do estreito de Gibraltar, onde havia, na época, um surto de Gripe Espanhola que afetava não só os civis como as forças militares em combate, com alta taxa de mortalidade.
Neste local, os navios brasileiros se encarregaram de proteger a principal entrada para o Mar Mediterrâneo da presença de submarinos alemães, que atacavam os navios em águas internacionais desde o início do conflito e ofereciam o apoio necessário às forças aliadas estacionadas na região. Houve a participação do efetivo brasileiro na região da Jutlândia, entre a Dinamarca e a Alemanha, e na frente Ocidental da Europa, onde se travaram as principais batalhas da Primeira Guerra Mundial.
O Brasil foi o único país da América do Sul a entrar na guerra na condição de combatente. Os governos da Bolívia, Equador, Uruguai e Peru limitaram-se a romper relações diplomáticas com a Alemanha.
O Brasil deu a grande contribuição para a Tríplice Entente suprindo a necessidade da Europa por matérias-primas e produtos agrícolas, escassos por conta do conflito; essa situação econômica da Europa colaborou para o crescimento econômico brasileiro, sobretudo por ter aberto as portas para a industrialização do país, que até então priorizava a produção agrária.

Portanto, a participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial, foi discreta, mas abriu as portas gerou para o crescimento econômico.


sexta-feira, 16 de março de 2018

A luta de Niéde Guidon para preservar o maior tesouro arqueológico brasileiro


ATIVIDADE PROPOSTA PARA OS ALUNOS DO 6º ANO E 1º ANO DO ENSINO MÉDIO - Após ler o texto deixe seu comentário crítico sobre este tema.

Depois de uma vida turbulenta à frente do Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, a arqueóloga cogita abandonar seu projeto de vida. E isso lhe dói demais, porque ela não preparou um sucessor.

Na cidade de São Raimundo Nonato, a 521 quilômetros ao sul de Teresina, Piauí, vive a arqueóloga franco-brasileira Niéde Guidon. Ela está cansada de lutar. Guardiã do maior tesouro arqueológico brasileiro, o Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, com seus registros da vida do homem pré-histórico, ela pensa em se aposentar. E isso pode ser um tremendo problema, já que Niéde não preparou um sucessor. Aos 84 anos, a arqueóloga tem o ar cansado de uma combatente experiente. É uma senhora que se move com dificuldade, mas que ainda preserva a fala firme. Nasceu em Jaú, interior de São Paulo, filha de pai francês e mãe brasileira.
Niéde Guidon 

Formou-se em história natural na Universidade de São Paulo em 1959. Só foi estudar arqueologia em 1975, durante o doutorado na Sorbonne, em Paris, depois de “descobrir” as maravilhosas pinturas rupestres daquela terra seca do sul piauiense. Hoje, o parque soma 135 mil hectares nos municípios de Canto do Buriti, Coronel José Dias, São João do Piauí e São Raimundo Nonato, e concentra 1.354 sítios arqueológicos catalogados, sendo 183 preparados para a visitação turística. É a maior concentração de vestígios ancestrais do mundo, o que fez com que o parque fosse reconhecido como patrimônio cultural mundial da humanidade pela Unesco em 1991.
Os estudos de Niéde reviraram tudo o que se sabia sobre a chegada do Homo sapiens às Américas e geraram as primeiras brigas de gente grande que ela travou. Suas escavações encontraram vestígios ainda mais antigos do que a tese de que os primeiros seres humanos a habitarem o continente teriam vindo da Rússia aos Estados Unidos pelo estreito de Bering, 13 mil anos antes do presente, ou AP (forma de datar descobertas arqueológicas pela qual o dia 1º de janeiro de 1950 marca, arbitrariamente, o “presente”). São fósseis, urnas funerárias, ferramentas e pinturas rupestres com datações que vão de 59.000 AP a 5.000 AP. Apesar de terem as idades estimadas pelos melhores laboratórios de arqueologia da Europa e dos Estados Unidos, os artefatos carecem de aceitação plena pela comunidade acadêmica americana, que ainda banca a teoria formulada em 1950. E esta é só uma das brigas da vida de Niéde. “A tese deles está muito velha. Depois dela já foram descobertos novos vestígios no Brasil e na América do Sul que são bem mais antigos”, ela desdenha.
Sua principal batalha é política; ela criou a Fundação do Museu do Homem Americano (FUMDHAM), que não consegue gerar receita própria pra se manter, governo Federal pouco ajuda e ela afirma que tudo pode ficar no esquecimento, uma vez que o parque pode fechar, ela lamenta. 
Arte Rupestre de São Raimundo Nonato PI
O HOMEM AMERICANO
Até junho de 1963, as únicas pinturas rupestres encontradas no Brasil estavam em Minas Gerais. No Piauí, as figuras deixadas pelos ancestrais nas paredes de cavernas e paredões rochosos do sertão eram chamadas de “desenhos de índios”, sem importância para os locais. Niéde nunca tinha ouvido falar de São Raimundo Nonato. O primeiro contato aconteceu durante uma exposição sobre arte rupestre do Brasil organizada pela USP no Museu do Ipiranga, em São Paulo. Um visitante vindo de São Raimundo pediu para chamar alguém da organização. Queria mostrar fotos de registros parecidos com os da exposição. “Na verdade, aquilo era completamente diferente do resto!”, relembra Niéde. Em 1970, foi para o Piauí conhecer o Sítio de São Raimundo Nonato e o que viu nos paredões piauienses eram criações que contavam muito sobre o homem pré-histórico que viveu ali, contou Niéde. Em 1979, elaborou um projeto para o Banco Interamericano de Desenvolvimento sobre a viabilidade turística da região.
ATUALMENTE Niéde passa boa parte do dia sentada e sente-se sozinha na luta para preservação deste patrimônio da humanidade. “Há um ano peguei o diabo da zika e do chikungunya. Fiquei com artrose e mal consigo caminhar”, reclama, pondo a mão nas articulações. Sim, o Aedes aegypti fez com Niéde o que ninguém conseguiu: a golpeou forte no corpo e na alma. A artrose, doença incurável e dolorida, impede que ela visite diariamente o parque, como fazia até a derradeira picada do mosquito. “A verdade é que a vida aqui é muito chata, entende? Não tem nada para fazer! Não posso ir a um cinema, a um show, porque não tem. Minha distração e minha alegria eram visitar o parque todos os dias. Não consigo mais. Não posso mais ver as coisas bonitas que tem lá. Tenho de ficar trabalhando daqui de casa. E é um saco.”
Ela fala em se mudar para um asilo em Paris. E quem continuará? Niéde nunca apareceu alguém capaz de assumir o leme. Uma boa alma para elaborar projetos, com domínio de outros idiomas e, sobretudo, com disposição e paixão para brigar por um negócio para o qual ninguém fora da comunidade científica dá bola. Mas a verdade é que o fato de Niéde ser uma centralizadora de mão cheia também não ajuda. “Como [o governo em] Brasília é ruim de dar respostas, é preciso ter disponibilidade para ficar indo até lá. Por isso nenhum brasileiro quis ficar no meu lugar”, ela explica. “Então eu vou ficando, ficando, e pronto.”
O desânimo parece mesmo ter pegado Niéde de jeito, mas ela faz questão de reafirmar sua força na última resposta, antes de partirmos. Questiono como o cidadão comum pode ajudar o Parque Nacional Serra da Capivara. “Quer que eu fale a verdade?”, ela retruca, com um risinho. “Indo a Brasília tocar fogo naquilo e não deixar ninguém sair de lá de dentro!” Eita! A velha Niéde de guerra respira. Que venha o inferno.

terça-feira, 13 de março de 2018

ESCRAVIDÃO INDÍGENA: NAS SOMBRAS DA HISTÓRIA (Fernanda Sposito)

      TEXTO PARA ALUNOS DO SEGUNDO ANO DO ENSINO MÉDIO
APÓS LER O TEXTO, FAVOR PUBLICAR SEU COMENTÁRIO.
 VAMOS COMBINAR, AO MENOS CINCO LINHAS...
               

SAINDO DAS SOMBRAS
É preciso ampliar a visão da escravidão indígena ao longo da história do Brasil. Em muitas aulas de História se aprendeu que o índio não foi escravizado, pois eram preguiçosos, ou inaptos para o trabalho. Essa versão foi predominante até a década de 1970, quando os antropólogos, comprovam a escravidão indígena na colonização da América.
MÃO DE OBRA INDÍGENA NA AMÉRICA
Desde os contatos iniciais dos europeus com os povos da América, os cálculos a respeito do uso da mão de obra indígena e a utilização do trabalho forçado dos ameríndios foram recursos muito utilizados. Colombo iniciou a escravidão dos índios e na América portuguesa, também ocorreu à submissão do índio, sendo fundamental p/ sucesso da empresa colonial. Na Carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal, escrita em 01/05/1500 e considerado o primeiro registro português sobre a existência das terras que viriam a ser chamadas de Brasil, o destaque dado às populações indígenas é notável.
LIBERDADE INDÍGENA: UM PRINCÍPIO COM MUITAS EXCEÇÕES
Companhia de Jesus que Brasil junto com Tomé de Souza, em 1549. A partir de então, os padres buscaram estabelecer contato com os índios, visando sua conversão ao catolicismo. (...) Diante desses desafios, criou-se a política das aldeias, que pregava a submissão dos índios ao padrão europeu, trabalhando em aldeias, como nas vilas portuguesas, controladas pelos padres, onde os índios eram disciplinados as atividades coloniais, para dar lucros aos portugueses.
Os índios que se recusavam a viver nas aldeias coloniais, não tinham outa alternativa que a guerra e a escravidão. Em linhas gerais, o índio podia ser escravizado se se colocasse como um obstáculo à expansão da fé católica e das atividades coloniais. Aqui agia o princípio da guerra justa, uma prática medieval, em que os soberanos católicos institucionalizavam a perseguição aos povos hereges, podendo poupar os inimigos da morte, caso capturados, com um regime de escravidão. Essa prática é reinventada no período moderno, na conquista da América, dando um fundamento jurídico à escravidão indígena, que estava condicionada à inimizade ou obstáculo à expansão do cristianismo. Assim, o índio que resistisse à colonização era escravizado ou morto.
BURLANDO AS NORMAS
Mesmo os que aceitassem se aliar, vivendo sob o jugo dos portugueses nas aldeias coloniais, a garantia dessa liberdade não era assegurada. Milhares de índios foram trazidos da selva para as vilas coloniais com a promessa de liberdade, mas eram presos em ferros e escravizados pelos portugueses, que traíam os acordos previamente estabelecidos.
No Estado do Maranhão e Grão-Pará o recurso à escravidão indígena, inclusive contra lei, foi usado em larga escala durante todo o período colonial e até mesmo no século XIX, o que gerou uma série de revoltas no Brasil independente, como a Cabanagem, ocorrida entre 1835 e 1840. Outra região que se notabilizou pela escravidão indígena foi a capitania de São Vicente, especialmente na vila de São Paulo, entre os séculos XVI e XVII. Os habitantes dessa capitania esgotaram a população indígena originária através dos trabalhos exaustivos a que eram submetidos nas roças e serviços dos portugueses. Além disso, as guerras que se faziam contra os índios e as doenças com as quais involuntariamente os europeus os contaminavam, ajudaram a compor um dos maiores genocídios da História. Uma alternativa à falta de braços escravos em São Paulo resultou no bandeirismo, ou bandeirantismo. Esses personagens famosos da História do Brasil colônia, foram idealizados pelos alguns paulistas até os dias de hoje como “alargadores de fronteira”. Na verdade, as tropas bandeirantes eram expedições de guerra, composta por centenas de índios do tronco linguístico Tupi, cujos capitães eram membros da elite paulista. O objetivo fundamental das bandeiras era de captura de índios, especialmente visando os povos Guarani. As bandeiras eram realizadas para os lados oeste e sul da capitania de São Vicente e visavam repor os escravos índios que já haviam sido extintos nas atividades coloniais paulistas. Assim, é necessário ler o bandeirismo no sentido contrário ao que costuma ser contado: como despovoadores de territórios, como disse John Manuel Monteiro. Na região das missões jesuítico-guaranis no Paraguai e Rio de Prata, por exemplo, os bandeirantes destruíram aldeias indígenas e vilas espanholas, despovoando e levando dali cerca de 50 mil índios para a capitania de São Vicente entre 1620/1650.
ÍNDIOS OU AFRICANOS?
O importante é dizer que nem todas as regiões utilizavam índios como escravos nas atividades coloniais. Embora os índios tenham predominado nos engenhos de açúcar de Pernambuco e Bahia até cerca de 1600, no início do século XVII, a proporção se inverteu. Os africanos escravizados passaram a ser maior parte dos trabalhadores empregados na lavoura de cana e açúcar, os índios se tornaram minoritário. O sucesso da escravidão africana deve-se ao tráfico negreiro, foi um engenhoso projeto colonial, que permitiu a Portugal e Espanha controlar e obter dividendos no comércio da mão de obra, e amarrar os continentes americano e africano à lógica de obter lucro p/ os europeus.


"Índios soldados da província de Curitiba escoltando prisioneiros nativos", tela de Jean-Baptiste Debret

sábado, 10 de março de 2018

A GUERRA DA SÍRIA - ALUNOS DO TERCEIRO ANO ENSINO MÉDIO


Caros alunos do terceiro ano do Ensino Médio: No final deste ano, vocês irão se deparar com o ENEM e com os vestibulares para poder ingressar em uma instituição do Ensino Superior. Apresento um primeiro tema da atualidade que irá ajudar vocês. Leia o texto  com atenção e depois faça um comentário, relacionado com texto, mas com fundamento e cuidado com os erros de português, não esqueça de publicar este comentário (basta clicar em publicar.. olha valerá nota cada postagem sua, uma para cada texto). Obrigado e bom trabalho! 

GUERRA NA SÍRIA 
Começou em 2011 com protestos contra o governo de Bashar al-Assad, pois o povo se indignou com as denúncias de corrupção deste  governo. Em Derra adolescentes foram presos ao escrever palavras revolucionárias nas paredes de uma escola, o povo se revolta, mas o governo abre fogo contra os manifestantes causando várias mortes. A população revoltou-se contra a repressão e exigiu a renúncia do presidente Bashar.
Por sua vez, a oposição começa a se armar e lutar contra as forças de segurança do governo, estes tomam várias cidades, apoiados por países ocidentais como Estados Unidos, França, Canadá, etc.
Os dois lados do conflito começam a impor o bloqueio de alimentos aos civis. Também é interrompido ou limitado o acesso à água. Por diversas vezes, as forças humanitárias são impedidas de entrar na zona de conflito.
Além disso, o Estado Islâmico aproveita a fragilidade do país e se lança a conquistar cidades importantes em território sírio.
Forças Beligerantes
É preciso entender que quatro forças distintas atuam no conflito:
1.    República Árabe Síria – liderados pelo presidente Bashar al-Assad, as Forças Armadas sírias tentam manter o presidente no poder e enfrentam três inimigos distintos. Tem o suporte do Iraque, Irã, Hezbollah libanês e Rússia.
2.    Exército Síria Livre – está formado por vários grupos que se rebelaram contra Al-Assad após o começo do conflito em 2011. Recebem apoio da Turquia, Arábia Saudita e Quatar.
3.    Partido da União Democrática – formado pelos curdos, este grupo armado reivindica a autonomia do povo curdo dentro da Síria. Desta maneira, curdos iraquianos e turcos se envolveram nesta luta. Tanto o Exército Síria Livre quanto os curdos recebem o apoio de Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Canadá, etc. No entanto, o presidente Barack Obama e seu sucessor, Trump, se recusam a intervir militarmente na região.
4.    Estado Islâmico – seu principal objetivo é declarar um califado na região. Apesar de terem capturados cidades importantes foram derrotados pelas potências ocidentais.
Além disso, o conflito é alimentado pela diferença sectária de sunitas e xiitas.
Em Agosto de 2013 - Centenas morrem após um foguete despejar um agente químico nos subúrbios de Damasco. O governo culpa os rebeldes.
Em junho de 2014 - O Estado Islâmico toma o controle de parte da Síria e do Iraque e proclama a criação de um califado, porém os ataques cessam quando os Estados Unidos ameaçam intervir no conflito. Armas químicas são utilizadas.
Em setembro de 2014 - A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos lança um ataque aéreo contra a Síria. Em agosto de 2015 combatentes do Estado Islâmico promovem assassinatos em massa, a maioria por decapitação. O Estado Islâmico usa armas químicas na cidade de Marea.
Em abril de 2017 - O Exército sírio lança um ataque com gás sarin à população civl da cidade de Khan Shaykhun. no dia 4 de abri, deixando uma centena de mortos. Como resposta, pela primeira vez, os Estados Unidos atacam diretamente a base síria d'Al-Chaayrate lançando mísseis. Em setembro de 2017 - As Forças Democráticas Sírias e o Estado Islâmico travam uma luta pela posse zona de Deir ez-Zor, rica em petróleo. A batalha segue em curso.
Em fevereiro de 2018, no dia 18, o exército de Bashar al-Assad, passou a atacar violentamente a região de Ghouta, reduto que lhe faz oposição. Estima-se que mais de 300 pessoas foram mortas durante o bombardeio.
Em 24 de fevereiro de 2018, a ONU decretou uma pausa humanitária a fim de fazer entrar um comboio na zona conflitiva de Guta Oriental. Igualmente, o presidente russo Vladimir Putin, determinou uma pausa de cinco horas.
O objetivo era entregar remédios, roupas e alimentos para os civis, cerca de 400.000, que estavam entre os dois exércitos combatentes. O cessar-fogo, porém, não foi respeitada por nenhum dos lados, e mais mortes ocorreram.
Números do Conflito
·         320.000 a 450.000 pessoas já morreram no conflito. *1,5 milhões ficaram feridas.  * 5 milhões de refugiados. A Turquia é o principal destino e recebeu 2,7 milhões e a União Europeia, 160.000 somente em 2016. *O Brasil, até 2016, tinha concedido a entrada a 2.252 sírios. * 6,5 milhões de pessoas foram deslocadas internamente. *1,2 milhão de sírios foram obrigados a deixar suas casas apenas em 2015.  *A produção de petróleo era de 385.000 barris por dia em 2010, porém em 2017 era 8.000 barris/dia. * 35% do território, onde vive 70% da população, está controlado pelo Exército sírio. Já o Estado Islâmico domina 40%; os rebeldes detêm 11%; e os curdos, 14%. * 70% da população não têm acesso à água potável.  *2 milhões de crianças estão fora da escola. * Antes da guerra, a população síria era de 24,5 milhões. Agora, calcula-se que seja de 17,9 milhões.  * A pobreza atinge 80% a população, que não têm condições de acesso a alimentos básicos. *A inflação dificulta o acesso aos alimentos, o leite ficou 20 mil vezes mais caro, o pão 3 mil vezes e os ovos 6,5 mil vezes. *15 mil militares de 80 nações estão na linha de frente do conflito.

Imagens da destruição da Guerra na Síria 



ATIVIDADE PARA O SEXTO ANO e também para o 1ª ANO DO ENSINO MÉDIO

Caros alunos, observem estas imagens que estão abaixo e escreva algumas linhas sobre a ligação da FONTE HISTÓRICA com o papel do HISTORIADOR, não esqueça de mencionar as gravuras que são apresentadas. Cuidado com os erros de português!
                                                       1 Vários tipos  de fontes históricas 
 2. Vestígios de um sítio arqueológico do México (900 d.C.) 
3. Arte Rupestre parque nacional da Serra da Capivara - PI,  cena de parto.
4. Restos de Pompéia (Itália) após a erupção do vulcão Vesúvio 79 d.C.
5. Crânio e mandíbula de um 'homem de Lagoa Santa' encontrado em 1840, 
por Peter Lund, 
acredita-se que tenha 12 mil anos

quinta-feira, 8 de março de 2018

3ª ATIVIDADE PARA O SÉTIMO ANO - GERMANOS

UM POUCO MAIS SOBRE OS GERMANOS: 
Os Germanos também são chamados de “bárbaros” para qualificar quem não pertencia ao Império Romano e não falava o latim. Para conhecer os Germanos, a obra Germania de Cornelius Tácito, publicada em 98 é importante, pois Tácito descreve aspectos sociais, econômicos e culturais dos povos germânicos.
Júlio César (que quase se tornou imperador romano) também escreveu um livro relatando as diversas campanhas na Gália (atual França), nas suas operações militares durante as Guerras da Gália, entre os anos de 58 a.C. a 52 a.C., das quais ele foi vencedor. Estes escritos têm o título de "De Bello Gallico" ("Das Guerras na Gália")*. 
A vida dos germanos centrava-se na tribo e no clã, e a sociedade organizava-se em laços de sangue. A sippe (família) era o núcleo de cada clã e fundamentava-se na comunidade de linguagem que assegurava a proteção das pessoas que ficavam submetidas à autoridade de um chefe guerreiro, portanto, eram essencialmente militarizados, de modo que existiam as assembleias de guerreiros, que eram responsáveis por governar as tribos. No âmbito econômico, os germanos desenvolveram técnicas específicas para a agricultura e a pecuária.
É importante ressaltar que, ao longo da Idade Média e também na Idade Moderna, a íntima relação entre a organização política romano-germânica e a Igreja Católica conseguiu dar unidade ao continente Europeu, unidade. O nome Sacro Império Romano-Germânico foi utilizado para denominar essa unidade, que só foi desintegrada com as guerras napoleônicas no início do século XIX.

*É preciso pensar que nos relatos de Júlio César, somente foram enaltecidos os fatos favoráveis a ele, neste sentido, predominou a História Oficial, ou seja, a História do vencedor! E os Germanos são apresentados como perdedores.



Primeira imagem são dos guerreiros germanos      
Segunda imagem livro de Júlio César De Bello Gallico  


ATIVIDADE: Após ler o texto Um pouco mais sobre os Germanos e também com base no que abordamos em sala, escreva um comentário ressaltando a importância do povo germano para a História Medieval. Conto com vocês.. vamos lá!

terça-feira, 6 de março de 2018

A MULHER NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO!


ATENÇÃO: Este texto deve ser lido pelos alunos do 7º Ano e do Ensino Médio (1º, 2º e 3º), no final colocar seus respectivos comentários com as suas identificações.. boa leitura! 
      
      Na sociedade contemporânea a moda é algo intrínseco, aliás, junto com ela, na dimensão capitalista, torna-se difícil não ser fisgado pelos ditames que ‘manipulam’ e seduzem as frágeis presas consumistas.
Dentro desse contexto, o dia internacional da mulher, no Brasil, tornou uma data de consumo e, a essência do oito de março ficou no esquecimento. Pasmem, até sindicatos conclamam suas sindicalizadas para confraternizações, coquetéis, jantares e outras coisas do gênero sem nenhuma reflexão. As mulheres merecem muitas homenagens, contudo, esse dia nasceu de uma luta trágica que não pode ser esquecida!
Afirmar que a mulher foi valorizada em nossa História é mentira. Dizer que tem os mesmos direitos dos homens é anedota. Aliás, vivemos um momento complicado, onde mulheres e homens perdem direitos conquistados no decorrer do tempo. Portanto, rever a forma de como se celebra este dia da mulher é algo urgente!
Convivemos com governos que não estão preocupados com as conquistas, nem com a satisfação do trabalhador, muito menos com o desemprego e sua saúde! A tendência (espero estar enganado) é vivermos ainda piores dias, pois o povo não vai pensar para votar na eleição de sete de outubro, quando será eleito o presidente, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Mas, o que a mulher tem com toda esta questão? Diria: tudo! A cada dia os lares são comandados por mulheres. Muitas com seus filhos são mães e pais, pois inúmeros homens covardes e sem escrúpulo, não assumem suas responsabilidades. Conheço mulheres de fibra, garra e batalhadoras que fazem a diferença no contexto contemporâneo no mundo feminino, portanto, as mulheres têm muito poder!
Entretanto, existem as que não fazem a diferença, denigrem a imagem das destemidas e dedicadas. Digo isto pelo fato de trabalhar em escola e percebo o comportamento de alunas, desde a tenra idade estão focadas no submundo e no envolvimento do que não presta! Até um tempo atrás os meninos davam trabalho nos educandários, hoje são as meninas que estão descaradas e inconsequentes!
Desculpem a franqueza, mas neste contexto contemporâneo é urgente que as mulheres e os movimentos feministas revejam suas bandeiras de lutas, e retornem as origens de 1857, quando em Nova York, centenas de mulheres foram queimadas por reivindicar seus direitos. Não basta ter mulheres representantes nas várias esferas da política e economia, caso a base não se valorize e não se sinta protagonista de mudanças, e deixe de lado os encantos frívolos do consumismo!
 Caso as mulheres não se conscientizarem, corremos o risco de perder o sentido do oito de março! Não apenas as mulheres, mas os homens também precisam sair do comodismo e partir para luta para não retroceder aos anos vinte, do século vinte, quando não havia salário mínimo em nosso país. Outra questão: não existe salvador da pátria!


domingo, 4 de março de 2018

2ª ATIVIDADE PARA OS ALUNOS 6º ANO

1  2

                             
3

Meus alunos do 6º Ano, deixo mais uma tarefa, relacionada com o período da Pré-História. Faça um rápido comentário de cada gravura relacionada com seu respectivo número. Vamos lá, coragem!

sexta-feira, 2 de março de 2018

TEXTO PARA OS ALUNOS DO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO


Você se encontra no meio do Ensino Médio, logo vai estar com sua profissão definida. A disciplina de História deseja contribuir nesta formação.

No primeiro ano muito foi estudado e refletido sobre a História e sua importância, o trabalho do historiador, a dimensão do tempo, periodização (na visão tradicional),  origens do ser humano (criacionismo e o evolucionismo), Pré-história (termo questionado), escrita (chamada de cuneiforme, surgiu entre os Sumerianos - Mesopotâmia Antiga), Idade Antiga, crescente fértil - onde surgiram as primeiras civilizações - nas margens dos grandes rios, Mesopotâmia e suas civilizações desenvolvidas as margens dos rios Tigre e Eufrates. Egito e a saga dos faraós com seus escribas, suas pirâmides e os hieróglifos, Reino de Kush e os faraós negros. Os Fenícios e o alfabeto. Os Hebreus, Persas, Gregos e Romanos, estes últimos patrimônios para a sociedade ocidental. Sem esquecer o período medieval e o feudalismo.

        Ufa, quanto estudo, espero que não tenha esquecido. Agora irá adentrar na Idade Moderna e o Brasil Colonial. Entender as mudanças deste período de transição (Idade Moderna) e como vai ocorrer a passagem do feudalismo para o capitalismo, com suas mudanças sociais, econômicas, religiosas, politicas e culturais será a vossa grande missão. E como, também irá aprofundar a respeito da História do Brasil, não deixe de se ligar nos problemas ligados com o período colonial, eles continuam presentes no Brasil República do século XXI. E, como este ano teremos eleições é fundamental ficar mais atento.

Revolução Francesa
Sem muitas delongas, para quem se dispuser fazer esta viagem fenomenal, posso entregar a passagem: livro, caderno, as aulas de História, os documentários, as discussões, sua participação, emprenho, vontade, determinação, enfim, apenas desejo à você, estudante do 2º Ano do Ensino Médio uma feliz ‘boa viagem’ e tenha uma grande aventura nesta jornada chamada de túnel do tempo. Espero encontrá-lo na próxima estação do terceiro ano do Ensino Médio, etapa final desta fase.

Tenha muita disposição, coragem, fé e perseverança. Excelente estudo! 

TEXTO Nº 01 PARA ALUNOS DO 1ª ANO DO ENSINO MÉDIO


           Este ano você começa uma nova fase de seus estudos, o Ensino Médio, etapa do preparo de sua profissão. A disciplina de História deseja contribuir nesta formação.
        No primeiro ano vamos refletir sobre a História e sua importância, bem como perceber o trabalho do historiador e suas investigações para escrever com precisão a evolução desta ciência e, como o ser humano deixou seu registro no decorrer do tempo, no passado e presente. O tempo dentro de sua dimensão: passado, presente e futuro são primordiais para se compreender esta disciplina. A questão da periodização (na visão tradicional) deve ser compreendida na visão crítica. Atualmente, não basta saber a data ou personagem heroico de determinado fato histórico, o essencial é saber o contexto do episódio e traçar uma reflexão crítica.
            O estudo a respeito das origens do ser humano apresentará o criacionismo e o evolucionismo, o importante é compreender estas teorias, longe das ideologias religiosas que às vezes cegam e a impedem de conhecer o vasto mundo da ciência. Da África ao Homo Sapiens, passando pelo paleolítico, neolítico e metalurgia há muito estudo e debate.
Na visão tradicional, o que determina o final da Pré-história (termo questionado) para a História é a escrita (chamada de cuneiforme, surgiu entre os Sumerianos - Mesopotâmia Antiga), surgiu por volta de três mil anos antes de Cristo.
       Um período de fascínio é a Idade Antiga, pois proporciona uma viagem indescritível, você irá passar pelo crescente fértil - onde surgiram as primeiras civilizações - nas margens dos grandes rios. Mesopotâmia e suas civilizações desenvolvidas as margens dos rios Tigre e Eufrates. Egito e a saga dos faraós com seus escribas, suas pirâmides e os complicados hieróglifos. Nesta civilização surge o Reino de Kush e os faraós negros. Os Fenícios e suas navegações com o desenvolvimento do alfabeto. Os Hebreus e os primórdios da religião cristã. Os Persas e sua estrada real, as satrápias e o surgimento do correio.
          Gregos e Romanos, patrimônios para a sociedade ocidental, considerados como civilizações clássicas, dado o grau de influencia ao mundo do ocidente. Democracia, mitologia, filosofia, direito, república e tantas outras grandes dádivas destas duas civilizações irão fazer parte de nosso estudo e desta fantástica viagem.
            Para quem se dispuser, desejo uma ‘boa viagem’ e uma grande aventura nesta entrada no túnel do tempo. Espero que você consiga continuar esta jornada no segundo ano do Ensino Médio.
Coragem, fé e um excelente estudo! 
Arte rupestre encontrada em Lagoa Santa MG (Brasil) 

MEU AMIGO DORVALINO!

                                                             AO MEU AMIGO DORVALINO! Professor Me. Ciro José Toaldo                 Na...