sábado, 10 de março de 2018

A GUERRA DA SÍRIA - ALUNOS DO TERCEIRO ANO ENSINO MÉDIO


Caros alunos do terceiro ano do Ensino Médio: No final deste ano, vocês irão se deparar com o ENEM e com os vestibulares para poder ingressar em uma instituição do Ensino Superior. Apresento um primeiro tema da atualidade que irá ajudar vocês. Leia o texto  com atenção e depois faça um comentário, relacionado com texto, mas com fundamento e cuidado com os erros de português, não esqueça de publicar este comentário (basta clicar em publicar.. olha valerá nota cada postagem sua, uma para cada texto). Obrigado e bom trabalho! 

GUERRA NA SÍRIA 
Começou em 2011 com protestos contra o governo de Bashar al-Assad, pois o povo se indignou com as denúncias de corrupção deste  governo. Em Derra adolescentes foram presos ao escrever palavras revolucionárias nas paredes de uma escola, o povo se revolta, mas o governo abre fogo contra os manifestantes causando várias mortes. A população revoltou-se contra a repressão e exigiu a renúncia do presidente Bashar.
Por sua vez, a oposição começa a se armar e lutar contra as forças de segurança do governo, estes tomam várias cidades, apoiados por países ocidentais como Estados Unidos, França, Canadá, etc.
Os dois lados do conflito começam a impor o bloqueio de alimentos aos civis. Também é interrompido ou limitado o acesso à água. Por diversas vezes, as forças humanitárias são impedidas de entrar na zona de conflito.
Além disso, o Estado Islâmico aproveita a fragilidade do país e se lança a conquistar cidades importantes em território sírio.
Forças Beligerantes
É preciso entender que quatro forças distintas atuam no conflito:
1.    República Árabe Síria – liderados pelo presidente Bashar al-Assad, as Forças Armadas sírias tentam manter o presidente no poder e enfrentam três inimigos distintos. Tem o suporte do Iraque, Irã, Hezbollah libanês e Rússia.
2.    Exército Síria Livre – está formado por vários grupos que se rebelaram contra Al-Assad após o começo do conflito em 2011. Recebem apoio da Turquia, Arábia Saudita e Quatar.
3.    Partido da União Democrática – formado pelos curdos, este grupo armado reivindica a autonomia do povo curdo dentro da Síria. Desta maneira, curdos iraquianos e turcos se envolveram nesta luta. Tanto o Exército Síria Livre quanto os curdos recebem o apoio de Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Canadá, etc. No entanto, o presidente Barack Obama e seu sucessor, Trump, se recusam a intervir militarmente na região.
4.    Estado Islâmico – seu principal objetivo é declarar um califado na região. Apesar de terem capturados cidades importantes foram derrotados pelas potências ocidentais.
Além disso, o conflito é alimentado pela diferença sectária de sunitas e xiitas.
Em Agosto de 2013 - Centenas morrem após um foguete despejar um agente químico nos subúrbios de Damasco. O governo culpa os rebeldes.
Em junho de 2014 - O Estado Islâmico toma o controle de parte da Síria e do Iraque e proclama a criação de um califado, porém os ataques cessam quando os Estados Unidos ameaçam intervir no conflito. Armas químicas são utilizadas.
Em setembro de 2014 - A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos lança um ataque aéreo contra a Síria. Em agosto de 2015 combatentes do Estado Islâmico promovem assassinatos em massa, a maioria por decapitação. O Estado Islâmico usa armas químicas na cidade de Marea.
Em abril de 2017 - O Exército sírio lança um ataque com gás sarin à população civl da cidade de Khan Shaykhun. no dia 4 de abri, deixando uma centena de mortos. Como resposta, pela primeira vez, os Estados Unidos atacam diretamente a base síria d'Al-Chaayrate lançando mísseis. Em setembro de 2017 - As Forças Democráticas Sírias e o Estado Islâmico travam uma luta pela posse zona de Deir ez-Zor, rica em petróleo. A batalha segue em curso.
Em fevereiro de 2018, no dia 18, o exército de Bashar al-Assad, passou a atacar violentamente a região de Ghouta, reduto que lhe faz oposição. Estima-se que mais de 300 pessoas foram mortas durante o bombardeio.
Em 24 de fevereiro de 2018, a ONU decretou uma pausa humanitária a fim de fazer entrar um comboio na zona conflitiva de Guta Oriental. Igualmente, o presidente russo Vladimir Putin, determinou uma pausa de cinco horas.
O objetivo era entregar remédios, roupas e alimentos para os civis, cerca de 400.000, que estavam entre os dois exércitos combatentes. O cessar-fogo, porém, não foi respeitada por nenhum dos lados, e mais mortes ocorreram.
Números do Conflito
·         320.000 a 450.000 pessoas já morreram no conflito. *1,5 milhões ficaram feridas.  * 5 milhões de refugiados. A Turquia é o principal destino e recebeu 2,7 milhões e a União Europeia, 160.000 somente em 2016. *O Brasil, até 2016, tinha concedido a entrada a 2.252 sírios. * 6,5 milhões de pessoas foram deslocadas internamente. *1,2 milhão de sírios foram obrigados a deixar suas casas apenas em 2015.  *A produção de petróleo era de 385.000 barris por dia em 2010, porém em 2017 era 8.000 barris/dia. * 35% do território, onde vive 70% da população, está controlado pelo Exército sírio. Já o Estado Islâmico domina 40%; os rebeldes detêm 11%; e os curdos, 14%. * 70% da população não têm acesso à água potável.  *2 milhões de crianças estão fora da escola. * Antes da guerra, a população síria era de 24,5 milhões. Agora, calcula-se que seja de 17,9 milhões.  * A pobreza atinge 80% a população, que não têm condições de acesso a alimentos básicos. *A inflação dificulta o acesso aos alimentos, o leite ficou 20 mil vezes mais caro, o pão 3 mil vezes e os ovos 6,5 mil vezes. *15 mil militares de 80 nações estão na linha de frente do conflito.

Imagens da destruição da Guerra na Síria 



ATIVIDADE PARA O SEXTO ANO e também para o 1ª ANO DO ENSINO MÉDIO

Caros alunos, observem estas imagens que estão abaixo e escreva algumas linhas sobre a ligação da FONTE HISTÓRICA com o papel do HISTORIADOR, não esqueça de mencionar as gravuras que são apresentadas. Cuidado com os erros de português!
                                                       1 Vários tipos  de fontes históricas 
 2. Vestígios de um sítio arqueológico do México (900 d.C.) 
3. Arte Rupestre parque nacional da Serra da Capivara - PI,  cena de parto.
4. Restos de Pompéia (Itália) após a erupção do vulcão Vesúvio 79 d.C.
5. Crânio e mandíbula de um 'homem de Lagoa Santa' encontrado em 1840, 
por Peter Lund, 
acredita-se que tenha 12 mil anos

quinta-feira, 8 de março de 2018

3ª ATIVIDADE PARA O SÉTIMO ANO - GERMANOS

UM POUCO MAIS SOBRE OS GERMANOS: 
Os Germanos também são chamados de “bárbaros” para qualificar quem não pertencia ao Império Romano e não falava o latim. Para conhecer os Germanos, a obra Germania de Cornelius Tácito, publicada em 98 é importante, pois Tácito descreve aspectos sociais, econômicos e culturais dos povos germânicos.
Júlio César (que quase se tornou imperador romano) também escreveu um livro relatando as diversas campanhas na Gália (atual França), nas suas operações militares durante as Guerras da Gália, entre os anos de 58 a.C. a 52 a.C., das quais ele foi vencedor. Estes escritos têm o título de "De Bello Gallico" ("Das Guerras na Gália")*. 
A vida dos germanos centrava-se na tribo e no clã, e a sociedade organizava-se em laços de sangue. A sippe (família) era o núcleo de cada clã e fundamentava-se na comunidade de linguagem que assegurava a proteção das pessoas que ficavam submetidas à autoridade de um chefe guerreiro, portanto, eram essencialmente militarizados, de modo que existiam as assembleias de guerreiros, que eram responsáveis por governar as tribos. No âmbito econômico, os germanos desenvolveram técnicas específicas para a agricultura e a pecuária.
É importante ressaltar que, ao longo da Idade Média e também na Idade Moderna, a íntima relação entre a organização política romano-germânica e a Igreja Católica conseguiu dar unidade ao continente Europeu, unidade. O nome Sacro Império Romano-Germânico foi utilizado para denominar essa unidade, que só foi desintegrada com as guerras napoleônicas no início do século XIX.

*É preciso pensar que nos relatos de Júlio César, somente foram enaltecidos os fatos favoráveis a ele, neste sentido, predominou a História Oficial, ou seja, a História do vencedor! E os Germanos são apresentados como perdedores.



Primeira imagem são dos guerreiros germanos      
Segunda imagem livro de Júlio César De Bello Gallico  


ATIVIDADE: Após ler o texto Um pouco mais sobre os Germanos e também com base no que abordamos em sala, escreva um comentário ressaltando a importância do povo germano para a História Medieval. Conto com vocês.. vamos lá!

terça-feira, 6 de março de 2018

A MULHER NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO!


ATENÇÃO: Este texto deve ser lido pelos alunos do 7º Ano e do Ensino Médio (1º, 2º e 3º), no final colocar seus respectivos comentários com as suas identificações.. boa leitura! 
      
      Na sociedade contemporânea a moda é algo intrínseco, aliás, junto com ela, na dimensão capitalista, torna-se difícil não ser fisgado pelos ditames que ‘manipulam’ e seduzem as frágeis presas consumistas.
Dentro desse contexto, o dia internacional da mulher, no Brasil, tornou uma data de consumo e, a essência do oito de março ficou no esquecimento. Pasmem, até sindicatos conclamam suas sindicalizadas para confraternizações, coquetéis, jantares e outras coisas do gênero sem nenhuma reflexão. As mulheres merecem muitas homenagens, contudo, esse dia nasceu de uma luta trágica que não pode ser esquecida!
Afirmar que a mulher foi valorizada em nossa História é mentira. Dizer que tem os mesmos direitos dos homens é anedota. Aliás, vivemos um momento complicado, onde mulheres e homens perdem direitos conquistados no decorrer do tempo. Portanto, rever a forma de como se celebra este dia da mulher é algo urgente!
Convivemos com governos que não estão preocupados com as conquistas, nem com a satisfação do trabalhador, muito menos com o desemprego e sua saúde! A tendência (espero estar enganado) é vivermos ainda piores dias, pois o povo não vai pensar para votar na eleição de sete de outubro, quando será eleito o presidente, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Mas, o que a mulher tem com toda esta questão? Diria: tudo! A cada dia os lares são comandados por mulheres. Muitas com seus filhos são mães e pais, pois inúmeros homens covardes e sem escrúpulo, não assumem suas responsabilidades. Conheço mulheres de fibra, garra e batalhadoras que fazem a diferença no contexto contemporâneo no mundo feminino, portanto, as mulheres têm muito poder!
Entretanto, existem as que não fazem a diferença, denigrem a imagem das destemidas e dedicadas. Digo isto pelo fato de trabalhar em escola e percebo o comportamento de alunas, desde a tenra idade estão focadas no submundo e no envolvimento do que não presta! Até um tempo atrás os meninos davam trabalho nos educandários, hoje são as meninas que estão descaradas e inconsequentes!
Desculpem a franqueza, mas neste contexto contemporâneo é urgente que as mulheres e os movimentos feministas revejam suas bandeiras de lutas, e retornem as origens de 1857, quando em Nova York, centenas de mulheres foram queimadas por reivindicar seus direitos. Não basta ter mulheres representantes nas várias esferas da política e economia, caso a base não se valorize e não se sinta protagonista de mudanças, e deixe de lado os encantos frívolos do consumismo!
 Caso as mulheres não se conscientizarem, corremos o risco de perder o sentido do oito de março! Não apenas as mulheres, mas os homens também precisam sair do comodismo e partir para luta para não retroceder aos anos vinte, do século vinte, quando não havia salário mínimo em nosso país. Outra questão: não existe salvador da pátria!


domingo, 4 de março de 2018

2ª ATIVIDADE PARA OS ALUNOS 6º ANO

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Meus alunos do 6º Ano, deixo mais uma tarefa, relacionada com o período da Pré-História. Faça um rápido comentário de cada gravura relacionada com seu respectivo número. Vamos lá, coragem!

sexta-feira, 2 de março de 2018

TEXTO PARA OS ALUNOS DO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO


Você se encontra no meio do Ensino Médio, logo vai estar com sua profissão definida. A disciplina de História deseja contribuir nesta formação.

No primeiro ano muito foi estudado e refletido sobre a História e sua importância, o trabalho do historiador, a dimensão do tempo, periodização (na visão tradicional),  origens do ser humano (criacionismo e o evolucionismo), Pré-história (termo questionado), escrita (chamada de cuneiforme, surgiu entre os Sumerianos - Mesopotâmia Antiga), Idade Antiga, crescente fértil - onde surgiram as primeiras civilizações - nas margens dos grandes rios, Mesopotâmia e suas civilizações desenvolvidas as margens dos rios Tigre e Eufrates. Egito e a saga dos faraós com seus escribas, suas pirâmides e os hieróglifos, Reino de Kush e os faraós negros. Os Fenícios e o alfabeto. Os Hebreus, Persas, Gregos e Romanos, estes últimos patrimônios para a sociedade ocidental. Sem esquecer o período medieval e o feudalismo.

        Ufa, quanto estudo, espero que não tenha esquecido. Agora irá adentrar na Idade Moderna e o Brasil Colonial. Entender as mudanças deste período de transição (Idade Moderna) e como vai ocorrer a passagem do feudalismo para o capitalismo, com suas mudanças sociais, econômicas, religiosas, politicas e culturais será a vossa grande missão. E como, também irá aprofundar a respeito da História do Brasil, não deixe de se ligar nos problemas ligados com o período colonial, eles continuam presentes no Brasil República do século XXI. E, como este ano teremos eleições é fundamental ficar mais atento.

Revolução Francesa
Sem muitas delongas, para quem se dispuser fazer esta viagem fenomenal, posso entregar a passagem: livro, caderno, as aulas de História, os documentários, as discussões, sua participação, emprenho, vontade, determinação, enfim, apenas desejo à você, estudante do 2º Ano do Ensino Médio uma feliz ‘boa viagem’ e tenha uma grande aventura nesta jornada chamada de túnel do tempo. Espero encontrá-lo na próxima estação do terceiro ano do Ensino Médio, etapa final desta fase.

Tenha muita disposição, coragem, fé e perseverança. Excelente estudo! 

TEXTO Nº 01 PARA ALUNOS DO 1ª ANO DO ENSINO MÉDIO


           Este ano você começa uma nova fase de seus estudos, o Ensino Médio, etapa do preparo de sua profissão. A disciplina de História deseja contribuir nesta formação.
        No primeiro ano vamos refletir sobre a História e sua importância, bem como perceber o trabalho do historiador e suas investigações para escrever com precisão a evolução desta ciência e, como o ser humano deixou seu registro no decorrer do tempo, no passado e presente. O tempo dentro de sua dimensão: passado, presente e futuro são primordiais para se compreender esta disciplina. A questão da periodização (na visão tradicional) deve ser compreendida na visão crítica. Atualmente, não basta saber a data ou personagem heroico de determinado fato histórico, o essencial é saber o contexto do episódio e traçar uma reflexão crítica.
            O estudo a respeito das origens do ser humano apresentará o criacionismo e o evolucionismo, o importante é compreender estas teorias, longe das ideologias religiosas que às vezes cegam e a impedem de conhecer o vasto mundo da ciência. Da África ao Homo Sapiens, passando pelo paleolítico, neolítico e metalurgia há muito estudo e debate.
Na visão tradicional, o que determina o final da Pré-história (termo questionado) para a História é a escrita (chamada de cuneiforme, surgiu entre os Sumerianos - Mesopotâmia Antiga), surgiu por volta de três mil anos antes de Cristo.
       Um período de fascínio é a Idade Antiga, pois proporciona uma viagem indescritível, você irá passar pelo crescente fértil - onde surgiram as primeiras civilizações - nas margens dos grandes rios. Mesopotâmia e suas civilizações desenvolvidas as margens dos rios Tigre e Eufrates. Egito e a saga dos faraós com seus escribas, suas pirâmides e os complicados hieróglifos. Nesta civilização surge o Reino de Kush e os faraós negros. Os Fenícios e suas navegações com o desenvolvimento do alfabeto. Os Hebreus e os primórdios da religião cristã. Os Persas e sua estrada real, as satrápias e o surgimento do correio.
          Gregos e Romanos, patrimônios para a sociedade ocidental, considerados como civilizações clássicas, dado o grau de influencia ao mundo do ocidente. Democracia, mitologia, filosofia, direito, república e tantas outras grandes dádivas destas duas civilizações irão fazer parte de nosso estudo e desta fantástica viagem.
            Para quem se dispuser, desejo uma ‘boa viagem’ e uma grande aventura nesta entrada no túnel do tempo. Espero que você consiga continuar esta jornada no segundo ano do Ensino Médio.
Coragem, fé e um excelente estudo! 
Arte rupestre encontrada em Lagoa Santa MG (Brasil) 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

TEXTO Nº 01 PARA OS ALUNOS DO SÉTIMO ANO

     Acabamos de revisar a respeito dos conteúdos do sexto ano do Ensino Fundamental, inclusive estudamos o período medieval e as consequências do Feudalismo na Europa Ocidental; daremos continuidade neste estudo, terminando o período medieval e iniciando o contexto moderno, ou seja, as mudanças em torno da transição do Feudalismo e a consolidação do sistema Capitalista.
     Esta transição levará em torno de trezentos anos, até a implantação definitiva do capitalismo. As fases deste sistema econômico e as mudanças (politicas, sociais, religiosas e culturais) vão efetivar novos focos, sobretudo na economia, tanto na Europa como em outras partes do mundo (elas também serão estudadas), sempre na perspectiva observar-se os avanços e recuos.
Essa é uma boa imagem para perceber um recuo (ERRO) encontrado na História do Brasil.

     No período moderno, temos as mudanças sociais. Um grupo chama atenção, pois dentro do Feudalismo se desponta; são os habitantes dos burgos vindos do comércio. Os habitantes destes locais lutam pelas Cartas de Franquias e surgem às primeiras cidades, seus moradores eram chamados de burgueses. Estes irão lutar pelo fim das interferências da Igreja e dos nobres. Será um grupo que terá muita interferência na História Moderna.
       Outro movimento é o Renascimento, primeiro movimento moderno que muda a mentalidade e o homem passa a ser condutor de sua própria história, sem intervenção da Igreja. Os inúmeros nomes de artísticas, escritores e intelectuais deste movimento, contribuíram para que os resquícios medievais fossem colocados em xeque.
      No contexto religioso a Reforma Religiosa abalou as estruturas de poder, sobretudo da Igreja Católica, que NÃO fica calada frente aos avanços reformistas; reis e grupos sociais passam a ter interesse nesta Reforma, mas sempre focados na questão do poder.
       O surgimento de dinastias com o surgimento do Absolutismo, bem como a criação dos Estados Modernos, sistematizam nova forma de poder político e a centralização na figura do rei. No Feudalismo a figura do senhor feudal era descentralizada e o contexto moderno buscava uma centralização de poder. Os teóricos do Absolutismo escrevem para ascender à figura do rei, dentre estes se destacaram Hobbes e Bossuet.
      A questão econômica, mencionada anteriormente, ligada as fases do sistema Capitalista, passando pelo comercial e mercantilista, conduzem ao advento da revolução industrial, com o capitalismo industrial e posteriormente o financeiro, permitem grandes mudanças no cenário mundial, sobretudo na Europa; mas tais transformações estão no contexto de outra fase da história com que irão configurar o mundo contemporâneo.
      Estudar a história moderna é aprofundar-se no contexto histórico do Brasil, neste período os portugueses se encontram com os índios e há passamos interferência portuguesa nas terras brasileiras. Essa relação foi de exploração, uma vez que a metrópole visava apenas explorar sua colônia. Em que pese às várias revoltas que existiram no período colonial, demorou a aparecer os ideais de liberdade, mas eles irão surgir. Algo que não deve ser esquecido são dos índios e negros que no Brasil foram massacrados e  continuam sendo esquecidos e desprezados.
     O desafio foi lançado - estude história - mas para ser um cidadão consciente, tenha a noção que historiador (escreve a história), em muitos momentos comprometeram-se com os poderosos. Cabe aos que desejam viver em um país livre, com vontade de aprimorar seus estudos, com noção de cidadania  ter vontade de ver, contar e registrar a história, onde todos têm vez e voz.
                             Um dia todos irão ter vez e voz e saberão o valor da LIBERDADE...
     Deixe seu comentário registrado abaixo, se você for o primeiro clique em nenhum comentário, abrirá uma janela, escreva seu comentário (cuide com os erros de português) e depois clicar em publicar. Pronto seu comentário esta publicado e você receberá uma nota de participação em História. Conto com seu comentário. Obrigado. Professor Ciro. (Por favor, identifique-se, colocando seu ano escolar e a sua escola).

ATIVIDADE NUMERO UM PARA ALUNOS DO SEXTO ANO

Olá, meus alunos!
Analisamos em sala uma reflexão sobre a IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA. Estou apresentando abaixo uma imagem, ela apareceu na reflexão, analise a imagem e escreva onde se encontra o erro contido nela (lembre-se do que debatemos na sala).
Observe a imagem e mais abaixo, você verá escrito adicione comentário, clique nele, escreva seu comentário (cuide com os erros de português) e depois clica em publicar. Pronto, você publicou seu texto e receberá uma nota de participação em História. Vamos lá, mãos a obra... Conto com seu comentário. Prof. Ciro 



TEXTO PARA OS ALUNOS DO 6º ANO

        Este ano vamos estudar muito sobre a História. Iremos começar pela importância desta ciência, entender o trabalho do historiador e a dimensão do tempo em suas três fases: passado, presente e futuro. Também será fundamental que você saiba o quando é benéfico saber os períodos e as datas para melhor compreensão deste estudo.
         O primeiro ponto que será estudado é a Pré-história, na verdade uma terminologia que não deveria ser utilizada, uma vez que quando o ser humano surgiu, a História também teve seu início. O ponto de vista que determina o final da Pré-história para a História, na visão tradicional, é a escrita (chamada de cuneiforme dos Sumerianos -Mesopotâmia Antiga), surgiu por volta de três mil anos antes de Cristo.
          A Idade Antiga nos proporciona uma viagem fantástica, iniciando pelo crescente fértil que envolve as primeiras civilizações, elas deixaram de ser nômades e passaram a ser sedentárias, buscando as margens dos grandes rios. Estudaremos a Mesopotâmia e suas várias civilizações que desenvolveram-se entre os rios Tigre e Eufrates. Nomes como zigurates, Hamurabi, dentro outros vão ser estudados. O Egito e sua incrível saga, os faraós, escribas, pirâmides, hieróglifos serão temas estudados; não esquecendo o Reino de Kush e os faraós negros. Os Fenícios e sua saga como grandes navegadores e o desenvolvimento do alfabeto. Os Hebreus e os primórdios da religião cristã. Os Persas e sua estrada real, as satrápias e o surgimento do correio. No extremo oriente a China (sua grande muralha) e o Japão (com sua vasta cultura).
          Na continuação dos estudos iremos ver os Gregos e Romanos considerados como civilizações clássicas que influenciaram enormemente o mundo ocidental. Democracia, mitologia, filosofia, direito, república e tantas outras grandes dádivas destas duas civilizações irão fazer parte de nosso estudo e desta fantástica viagem.
            Enfim, prepare-se para uma grande aventura. Na atualidade é prazeroso estudar as civilizações da antiguidade, pois contamos com estudos atualíssimos de historiadores e, com os recursos da internet, fica ainda empolgante entrar neste verdadeiro túnel do tempo.
Bom estudo para todos nós. 
Obs. Uma imagem da Grécia Antiga, suas construções e seus pensadores...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A IMPORTÂNCIA DA BUSCA DO CONHECIMENTO (MENSAGEM DE BOAS-VINDAS AOS ALUNOS NO INICIO DO ANO LETIVO DE 2017)

     Estamos iniciando um novo ano letivo e nele buscamos o conhecimento, não somente de forma passiva, pois o saber, os conteúdos, precisam partir de algo; mas para que haja este conhecimento esse algo deve ser transformado, repensado, reelaborado para que possa ter um novo significado.     Como afirma  Paulo Freire " é preciso superar a concepção de educação bancária", ou seja, aquela onde o aluno só recebe informação.
     Não esqueça que este repensar poderá acontecer de forma coletiva, mas faz-se necessário que cada um contribua com sua parcela de intelectualidade e de ação para que as disciplinas que iremos trabalhar (estudar) se tornem prazerosas. 
    Espero que juntos, façamos este caminho novo neste inicio do ano letivo de 2017! Vamos fortalecer nosso espírito para alcançarmos nossas metas com sucesso. Que tenhamos perseverança, senso de compromisso, dedicação, responsabilidade e entrosamento.
      Aproprie-se dos saberes, mas não apenas para o reproduzir. Siga seus próprios passos, trilhe seu caminho, ouse, transforme, inove e arrisque-se nesta bela trajetória do saber. Não tenha medo de errar, somente quem erra tem a possibilidade de sentir o valor da existência e da liberdade. Marthin  Luther King certa vez disse: "é melhor tentar e errar, que preocupar-se e ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final. Eu prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver". 
     Sucesso para todos! Professor Me. Ciro José Toaldo

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO!

            É maravilhoso poder encerrar um ano, tendo a satisfação de vencer uma etapa da vida! 2016 não foi fácil, mas a satisfação do dever cumprido, estando de cabeça erguida e acreditando no ser humano, leva-nos para o novo ano com a certeza que será de realização e de felicidade.
            Estamos no tempo propício à reflexão, balanços, análises e revisões queira Deus que os aspectos positivos superem os negativos, afinal de contas, o fato de estar vivo, com coragem e determinação são ferramentas essenciais para enfrentar o novo ano. Não esqueça: “a vida é como uma batalha onde os fortes lutam e os fracos se acomodam”; nesta batalha, com o ardor do trabalho e com as sutilezas da vida há oportunidade de crescer como ser humano, realizando-se e ajudando outros a se realizar! 
Adeus ano velho, mas antes do adeus, avalie e perceba se cresceu neste período, assim o ano novo será de felicidade, pois saberá tomar decisões sábias, uma vez que a vida não termina em 2016, novos objetivos deverão ser almejados e novos compromissos serão firmados.
Um ano se finda, um círculo em volta do sol se completa, os dias, as semanas, os meses e as estações vieram e já foram e um ano novo está perto de começar com dias, semanas e meses que vão ser vividos. Será que você está preparado para viver o próximo ano que bate à sua porta? Não esqueça que na vida apenas desejos não valem, faz-se necessário planejar e traçar metas para ter resultados. Seremos felizes no próximo ano, caso fizermos coisas diferentes, se repetirmos exatamente os feitos de 2016, teremos os mesmos resultados em 2017.
Que neste novo ano tenhamos a certeza que haverá grandes oportunidades, sucessos, realização e alegrias que dependerão de sua participação e de seu entusiasmo! Lembre-se que a vida é o que desejamos dela! Não é o sucesso que traz o entusiasmo, mas o entusiasmo que traz o sucesso! Viva entusiasmado e olhe sempre para frente e firme em seus propósitos. Busque sua realização, não tenha medo de errar e viva intensamente este novo ciclo que se inicia: 2017 é todo seu!
Obrigado amigos. Desejo a todos votos de um Feliz e Santo Natal e que no ano novo tenhamos poucos desejos, mas muitas e repletas realizações.

Deus abençoe todos! Um abraço do Professor Ciro José Toaldo e de minha família: Marly, Paulo Henrique e Ana Cláudia.
Olá amigos.. dois mil e dezesseis vai embora, logo nos despedimos dele. Chegará dois mil e dezessete e com ele as esperanças se renovam. Faça a diferença neste novo ciclo que se inicia. Crie, busque e não deixe a monotonia tomar conta de sua vida, afinal o mais importante é viver, mas com sabedoria, não esquecendo que somos frutos de nossas escolhas. Desejo que seus sonhos sejam concretizados neste novo ano... Sucesso, paz, saúde, prosperidade e, junto de sua família, seja feliz..

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

LEI 5692/71 - Feita na época da ditadura militar; Universidade estão em confronto c/ poder estabelecido – Reforma do Ensino começou com a do Ensino Superior (Lei 5540/68). A política educacional instituída precisou adaptar o sistema educacional ao atendimento dos interesses da estrutura de poder edificada, propagando seu ideário, reprimindo seus opositores e reestruturando uma tripla função: a reprodução da força de trabalho, a conservação das relações de classes e a eliminação de um dos principais focos de dissenso político.
A lei nº 5692/71 completa o ciclo de reformas educacionais geradas com o intuito de efetuar o ajustamento necessário da educação nacional à ruptura política orquestrada pelo movimento de 64. Com a nuance de efetivar-se em uma conjuntura política caracterizada pelo ápice da ideologia do “Brasil-potência”, no qual o regime militar havia se consolidado, eliminando as resistências mais significativas, e adquirido um discurso magnificente na exaltação do sucesso do seu projeto de manutenção do poder.
Nesse sentido, o enunciado contido no texto de lei não só continha um tom triunfante, como demonstrava a intenção de manutenção do status quo no âmbito educacional, necessário a perpetuação do “bem-sucedido” modelo sócio/econômico.
Dessa forma, foi preciso realizar uma alteração na estrutura e funcionamento do sistema educacional, dando nova roupagem à pretensão liberal contida no texto da Lei nº. 4024/61, assumindo uma tendência tecnicista como referencial para a organização escolar brasileira.
A “nova” orientação dada à educação representava a preocupação com o aprimoramento técnico e o incremento da eficiência e maximização dos resultados e tinha como decorrência a adoção de um ideário que se configurava pela ênfase no aspecto quantitativo, nos meios e técnicas educacionais, na formação profissional e na adaptação do ensino as demandas da produção industrial.
A Lei nº 5692/71 ao propor a universalização do ensino profissionalizante pautada pela relação de complementaridade entre ideologia tecnicista e controle tecnocrático almejou o esvaziamento da dimensão política da educação tratando-a como questão exclusivamente técnica, alcançando, ao mesmo passo, a contenção da prole trabalhadora em níveis inferiores de ensino e sua marginalização como expressão política e reivindicatória.
As principais características da 5692/71:
Mudança na estrutura básica da ed. = 1º Grau c/ 8 anos e o 2º Grau com 3 anos - estrutura única - extensa gama de habilitações profissionais = mercado de trabalho é que vale.
Lei 7044/82 - Os dispositivos de compulsoriedade foram revogados e a profissionalização passou a ser opção da escola e do aluno.
Essa Lei objetiva alinhar o sistema educacional aos interesses do Estado capitalista militar, a fim de adequar a educação à ideologia do “desenvolvimento com segurança”.
A educação estará novamente a serviço dos interesses econômicos que fizeram necessária a sua reformulação. Essa afirmação encontra seu fundamento nos pronunciamentos oficiais, nos planos e leis educacionais e na própria atuação do novo governo militar.
Foi uma lei que visa a profissionalização do então ensino secundário, na tentativa de unificar o antigo ensino primário e médio, eliminando as diferenças entre os ramos secundário – agrícola, industrial, comercial e normal.
Prevê um núcleo comum para o currículo de 1º e 2º graus e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais (art. 4). Inclusão da educação moral e cívica, educação física, educação artística, e programas de saúde como matérias obrigatórias do currículo, além do ensino religioso facultativo (art. 7).  Ano letivo de 180 dias (art. 11).
 Ensino de 1° grau obrigatório dos 7 aos 14 anos (art. 20). Educação a distância como possível modalidade do ensino supletivo (art. 25). Formação preferencial do professor para o ensino de 1° grau , da 1 a 4 série, em habilitação específicas do 2° grau (art. 30 e 77). Formação preferencial dos especialistas da educação em curso superior de graduação ou pós graduação (art. 33). Dinheiro público não exclusivo às instituições de ensino públicas (art. 43 e 79).
   Os municípios devem gastar 20% do seu orçamento com educação, não prevê dotação orçamentária para a união ou estados (art. 59). Progressiva substituição do ensino do 2° grau gratuito por sistema de bolsas com restituição (art. 63). Permite o ensino experimental (art. 64).  Pagamento por habilitação (art. 39). 
Que impacto essa Lei teve na Escola Normal? - Uma educação que privilegiava o caráter utilitário do conhecimento, em detrimento de conteúdos considerados dispensáveis porque “teóricos”, de outro lado, esta escolha se deve a hipótese, de ter sido formulada em um contexto sócio-político e econômico diferente, mantendo o caráter tecnicista que marcada por essa legislação.
  Mas por que a Lei nº 5.692/71 foi abolida? - Lei tinha como pretensão fundamental, impedir o acesso ao grande número de alunos egressos do ensino médio ao ensino de terceiro grau. O responsável pelo fracasso da Lei n° 5.692/71 foi constatado pela obrigatoriedade da profissionalização a todos os alunos e a todas as escolas; proporcionando, desta forma, a desativação de redes inteiras de escolas, com o argumento de que todas seriam profissionalizantes, constituindo-se assim uma grande imprudência. Até por que muitos fatores davam à escola um disfarce de profissionalização e está funcionava precariamente.
            A Lei 5692/71 foi impregnada com os princípios de controle e harmonização social atrelados à formação com base no arquétipo empresarial contidos no bojo da política expansionista norte americana do pós-segunda guerra para a América Latina.
Nessa direção, as duas reformas arquitetadas no período tiveram como horizonte o combate aos principais focos de resistência ao regime e o atendimento das exigências do capital nacional associado. Dessa maneira, a Reforma Universitária (Lei nº 5540/68) cumpriu a dupla função de promover o abrandamento da resistência estudantil ao regime e do estabelecimento de uma junção entre produção e formação universitária.

Não obstante, a Reforma do ensino de 1º e 2º (Lei nº 5682/71) graus direcionou suas determinações a contenção do movimento operário e a institucionalização da formação profissionalizante necessária ao incremento da produção ambicionada pela burguesia industrial e ancorada na qualificação mínima dos trabalhadores industriais.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

AS LEIS DE DIRETRIZES E BASE DA EDUCAÇÃO NACIONAL – LDB 
Legislação Educacional – Prof. Me. Ciro Toaldo
    O Brasil em seu processo histórico obteve três LDB - 4024/61, no governo de João Goulart – Jango; a 5692/71, no governo de Médici e a LDB – 9394/96, no governo de FHC. O termo LDB aparece somente na Constituição de 1946, sendo que na Constituição de 1934 é feita menção que a União deve traçar as diretrizes da Educação Nacional e a Reforma de Capanema, mencionava que deveria haver uma Lei Orgânica para a educação. Portanto, a Constituição de 1946 junta os dois conceitos: Bases que são fundamentos e elementos de um corpo – concepção política. Diretriz: normas de procedimentos = Educação Organizada. PRIMEIRA LDB – Lei 4024 de 20/12/1961 – É a primeira LDB do Brasil (primeiro projeto é de out/48) levou 13 anos para ser aprovada; após 15 anos da promulgação da Constituição, surgiu a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional; Disputa da escola: particular x pública - vitória é forças conservadoras/privatistas traz prejuízos na distribuição de recursos públicos e ampliação das oportunidades educacionais. 
    Educação do Brasil passa a ter lineamento estruturado: fins, direito, liberdade, administração, sistema e recursos da Educação; Ensino Primário 4 anos – Ginásio 4 anos e Médio 3 anos; Em 1961, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei 4.024 de 20 de Dezembro de 1961, promulgada por João Goulart estabeleceu um currículo básico para todo o território nacional e manteve a estrutura tradicional de ensino das legislações anteriores. A nova LDB não mudou tanto a escola curricularmente. A sua grande vantagem foi o fato de não ter fixado um currículo rígido para todo o território nacional, em cada nível e ramo do ensino. Essa foi uma abertura necessária, porque possibilitou aos Estados anexarem disciplinas optativas ao currículo mínimo do Conselho Federal de Educação (CFE), de acordo com os recursos materiais e humanos de que dispunham. Em contrapartida, também agravou o regionalismo do país. Outra grande contribuição da Lei 4024 foi a estruturação da educação primária. 
    Até a Lei 4024, a política educacional do país não havia considerado com clareza, ou seja, não havia traçado planos e diretrizes para esse nível de ensino. Principais características: deu mais autonomia aos órgãos estaduais, diminuindo a centralização do poder no MEC (art. 10); regulamenta a existência dos Conselhos Estaduais de Educação e do Conselho Federal de Educação (art. 8 e 9); garantiu o empenho de 12% do orçamento da União e 20% dos municípios com a educação (art. 92); dinheiro público não exclusivo às instituições de ensino públicas (art. 93 e 95); obrigatoriedade de matrícula nos quatro anos do ensino primário (art. 30); formação do professor para o ensino primário no ensino normal de grau ginasial ou colegial (art. 52 e 53); formação do professor para o ensino médio nos cursos de nível superior (art. 59); ano letivo de 180 dias (art. 72); ensino religioso facultativo (art. 97); permite o ensino experimental (art. 104). Lembrando que a Constituição de 1934 dedica um capítulo inteiro ao tema, trazendo à União a responsabilidade de "traçar as diretrizes da educação nacional" (art. 5º) e "fixar o plano nacional de educação, compreensivo do ensino em todos os graus e ramos, comuns e especializados" para "coordenar e fiscalizar a sua execução em todo o território do país" (art. 150º). 
    Através da unidade gerada por um plano nacional de educação e da escolaridade primária obrigatória pretendia-se combater a ausência de unidade política entre as unidades federativas, sem com isso tirar a autonomia dos estados na implantação de seus sistemas de ensino. Ideia defendida pelos educadores liberais, dentre os quais se destacava Anísio Teixeira. Foi com o fim do Estado Novo, que na Constituição de 1946, retomou em linhas gerais o capítulo sobre educação e cultura da Carta de 1934, iniciando-se assim o processo de discussão do que viria a ser a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A elaboração da lei foi em cima da disputa e dois grupos: os estadistas ligados aos partidos de esquerda que defendem que a educação tem por finalidade preparar o indivíduo para o bem da sociedade e defendem que só o Estado deve educar. Escolas particulares podem existir, mas como uma concessão do poder público. O outro grupo, denominado de liberalista e ligado aos partidos de centro e de direita, sustentava que a pessoa possui direitos naturais e que não cabe ao Estado garanti-los ou negá-los, mas simplesmente respeitá-los. A educação é um dever da família, que deve escolher dentre uma variedade de opções de escolas particulares. Ao Estado caberia a função de traçar as diretrizes do sistema educacional e garantir, por intermédio de bolsas, o acesso às escolas particulares para as pessoas de famílias de baixa renda. Na disputa, que durou dezesseis anos, as ideias dos liberalistas se impuseram sobre as dos estadistas na maior parte do texto aprovado pelo Congresso. Como está estruturada a LDB: 120 artigos, organizados da seguinte maneira: Título I - Dos Fins da Educação; Título II - Do Direito à Educação; Título III - Da Liberdade do Ensino; Título IV - Da Administração do Ensino; Título V - Dos Sistemas de Ensino; Título VI - Da Educação de Grau Primário - Capítulo I - Da Educação Pré-Primária; Capítulo II - Do Ensino Primário. Título VII - Da Educação de Grau Médio - Capítulo I - Do Ensino Médio - Capítulo II - Do Ensino Secundário - Capítulo III - Do Ensino Técnico - Capítulo IV - Da Formação do Magistério para o Ensino Primário e Médio. Título VIII - Da Orientação Educativa e da Inspeção; Título IX - Da Educação de Grau Superior - Capítulo I - Do Ensino Superior - Capítulo II - Das Universidades; Capítulo III - Dos Estabelecimentos Isolados de Ensino Superior; Título X - Da Educação de Excepcionais; Título XI - Da Assistência Social Escolar; Título XII - Dos Recursos para a Educação e Título XIII - Disposições Gerais e Transitórias. 
    Segundo os estudos do Professor Mestre Wilson Da Silva Santos, nos artigos 6º e 7º, evidencia que o princípio dos direitos familiares torna-se a referência argumentativa para fundamentar a tese da liberdade de ensino, sustentando os interesses das lideranças conservadoras representantes, sobretudo, da Igreja Católica. Fica patente que este substitutivo intenta terminantemente advogar e escudar os apanágios da iniciativa privada, definhando e deteriorando, em contrapartida, a oferta de escola pública e gratuita, que a impossibilitaria, pois, de estar a serviço das camadas populares e, ainda, de concorrer com as instituições particulares de ensino. 
    O anteprojeto de 1959 foi recebido com reação imediata de intelectuais e educadores, culminando com o manifesto dos educadores. Não obstante, apesar desse levante, o texto final da primeira LDB, apresentado no Congresso em dezembro de 1961, manteve praticamente na íntegra o substitutivo Lacerda, representando um certo triunfo do setor privado, garantindo-lhe o direito de ser financiado pelo Estado. A sério, percebe-se, principalmente no período de 1946 e 1961, um grande embate político-ideológico acirrado de um lado por educadores, intelectuais, militantes e sindicalistas, os chamados reformadores, e do outro encabeçado por católicos e a iniciativa privada leiga. Estes entendiam a intervenção do Estado na educação como uma ação nociva, já que o levava ao monopólio, comprometendo a liberdade de ensino e os princípios do ensino católico. Por trás desse posicionamento, encontram-se os interesses da Igreja Católica que estava comprometida com as grandes forças conservadoras aristocráticas, que se preocupavam com a democratização que o país vinha passando. Isto porque, durante muito tempo, a Igreja exercia exclusividade e desfrutava das benesses do Estado em relação ao ensino, e não queria, assim sendo, a perda dos privilégios monopolíticos. 
    Enfim, assevera-se que a LDB/61 nasceu ultrapassada, e que fora tão discutida e que poderia ter modificado substancialmente o sistema educacional brasileiro, iria não entanto, fazer prevalecer a velha situação, agora agravada pela urgência da solução de problemas complexos de educação criados e aprofundados com a distância que se fazia sentir entre o sistema escolar e as necessidades de desenvolvimento.

A JUSTIÇA NA CONTRAMÃO!

  A JUSTIÇA NA CONTRAMÃO! Professor Me. Ciro José Toaldo                                                                        Imagem da ...

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