sexta-feira, 11 de maio de 2018

RAIZES DO BRASIL

Alunos dos sextos anos, assistam o vídeo e deixem seus comentários sobre os índios do Brasil...

segunda-feira, 7 de maio de 2018

sábado, 5 de maio de 2018

SEGUNDO BIMESTRE 2018

O segundo bimestre de 2018 anda a todo vapor. Quero agradecer aos mais de três mil comentários postados no primeiro bimestre, fico muito feliz em saber que vocês alunos, estão aproveitando este espaço para aprimorar os nossos estudos e vamos que vamos...
Não esqueçam a vida é como uma estrada, infelizmente não tem volta... Estude hoje, pois este tempo não voltará. 

2º BIMESTRE - MALBA TAHAN


PROFESSOR BRASILEIRO FEZ A DIFERENÇA
NA HISTÓRIA DA MATEMÁTICA
ATENÇÃO ALUNOS DA ESCOLA JOSÉ MARTINS FLORES, NESTA SEMANA SE COMEMORA A SEMANA DA MATEMÁTICA.. VAMOS APROVEITAR PARA CONHECER A HISTÓRIA DO BRASILEIRO CÉLEBRE QUE DEDICOU-SE MUITO A ESSA CIÊNCIA. LEIA E DEIXE SEU COMENTÁRIO.  

Júlio César de Melo e Sousa, professor de matemática,  nasceu no Rio de Janeiro, em 6/5/1895, vindo de uma família de oito filhos, criados com dificuldade pelos pais.
O escritor árabe Ali Iezid Izz-Edim Ibn Salim Hank Malba Tahan - mais conhecido como Malba Tahan-, nasceu dez anos antes, em 1885, na Península Arábica. Ele realizou seus estudos em Constantinopla e no Cairo; com 27 anos se tornou detentor de grande herança paterna e passou a viajar pelo Japão, Rússia e Índia. Malba faleceu em 1921.
O comum entre Júlio César, o matemático brasileiro, e Malba Tahan, o escritor árabe é que se trata mesma pessoa. Malba Tahan é o pseudônimo de que se vale o professor para criar suas histórias. Tamanha é a sua criatividade que ele mesmo inventou sua biografia fictícia. Aproveitando o contexto, ele também disseminou amplamente a Matemática através de suas obras. O escritor recebeu inclusive a concessão especial do Presidente Getúlio Vargas para ter seu heterônimo impresso em sua carteira de identidade.
Júlio cresceu na pequena cidade paulista chamada Queluz, revelando precocemente sua natureza criativa e única. Em 1905 ele voltou para sua terra natal para estudar e se tornar professor. Ele transformava sua sala de aula em palco e atuava de forma brilhante, conquistando a atenção dos alunos com sua metodologia voltada para o aprendizado concretizado. Seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, ele apresenta, por meio das proezas de um personagem persa que se devota aos cálculos matemáticos, uma infinidade de questões e desafios matemáticos, seguindo o estilo das narrativas de Mil e Uma Noites. Monteiro Lobato foi um dos grandes escritores que se apaixonaram por este livro, profetizando sua imortalidade na história da literatura.
Os contos de Malba se passavam no Oriente. O matemático e escritor estava sempre à frente de seu tempo, sendo muitas vezes incompreendido. No esforço de reconhecimento da sua obra, foi fundado o Instituto Malba Tahan, em 2004, na cidade de Queluz. Também em sua honra o dia 6 de maio, que marca seu nascimento, foi estabelecido como o Dia da Matemática pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
Júlio César morreu no dia 18/06/1974, de ataque cardíaco no hotel em que se encontrava hospedado, no Recife, depois de uma palestra. Como arremate final de sua imaginação, deixou prescritas várias orientações para a realização de seu enterro: queria um caixão de terceira classe, flores enviadas por alguém desconhecido, oculto no anonimato, sem coroas, luto ou discursos.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

NAVIO NEGREIRO

Alunos do segundo ano do Ensino Médio: este vídeo é para complementar o estudo do capítulo quatro a respeito da Escravidão e Resistência. Deixe seu comentário e aproveite para expressar a sua opinião sobre os escravos negros que viveram no Brasil no período colonial. 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

BOM ESTUDO!

Aos alunos que estão se dedicando aos estudos neste final de bimestre, desejo sucesso, paciência e determinação para que possam ter seus objetivos alcançados! Vamos lá pessoal, estudar e estudar..

quarta-feira, 18 de abril de 2018

O ISLAMISMO


ATENÇÃO ALUNOS DO SÉTIMO ANO - ESTES DOIS VÍDEOS DEVEM SER ASSISTIDOS E DEPOIS VOCÊS POSTEM OS COMENTÁRIOS ABAIXO - ASSISTA, POIS ESTE VAI SER UM DOS CONTEÚDOS DE NOSSA PROVA! BOM ESTUDOS!






O BRASIL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

 Documentário sobre a FEB (Força Expedicionária Brasileira) e sua participação na Segunda Guerra Mundial. Os alunos do terceiro ano do Ensino Médio, após assistirem o referido documentário devem deixar postado seu comentário que faz parte dos estudos a respeito da Segunda Guerra Mundial.

O crash da Bolsa de Nova Iorque e a queima do café



O crash na Bolsa de Valores de Nova York, em outubro de 1929, provocou uma crise sentida em todo o planeta e também no Brasil. Uma nuvem de fumaça gigantesca, que vinha de uma enorme fogueira, pairava sobre a cidade de Santos, no Litoral de São Paulo, por onde escoava boa parte das exportações do café brasileiro. Acesa durante as festas juninas, a fogueira duraria até o fim do ano – mas tinha pouco a ver com a comemoração de São João. Ela fora iniciada para queimar os estoques de café, então responsável por 70% das exportações brasileiras, que se acumularam com a retração do mercado externo. Enquanto o fogo durou, consumiu milhões de sacas.
O café era queimado a mando do governo de Getúlio Vargas para tentar reduzir o impacto negativo da crise no Brasil, então responsável por 60% das vendas mundiais do produto. As exportações, que atingiram US$ 445 milhões em 1929, caíram para US$ 180 milhões em 1930. Segundo a Bolsa de Café de Santos, a cotação da saca no mercado internacional – 200 mil-réis em agosto de 1929 – caíra quase 90%, para 21 mil-réis, em janeiro de 1930. Nas fazendas cafeicultoras, concentradas no interior paulista e no Paraná, muitos resolveram seguir o mesmo caminho e queimaram o café colhido.
Todos os elos envolvidos na cadeia de produção do café brasileiro – fazendeiros, comerciantes, banqueiros e trabalhadores rurais (a maior parte imigrantes) – foram atingidos pela crise. Muitos produtores foram à bancarrota. O desemprego no campo se multiplicou, estimulando um movimento migratório para as cidades, em especial para São Paulo. Como se veria depois, o que acontecia naquele momento era apenas o início de um profundo processo de mudanças que se prolongaria até o fim dos anos 30, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.
Como se tudo isso não fosse suficiente, crescia a concorrência internacional – em particular da Colômbia – ao café brasileiro. Os principais países consumidores, como Estados Unidos, França, Itália, Holanda e Alemanha, que compravam 80% da produção brasileira, passaram a diversificar seus fornecedores. Havia a percepção de que, no Brasil, misturavam-se ao café todos os tipos de impurezas, como pedras, terra e gravetos, para aumentar o peso das sacas. Também se acusavam os produtores nacionais de incluir café de baixa qualidade nas sacas para aumentar o lucro. Quando a crise internacional chegou ao Brasil, ela representou apenas o golpe final para que o sistema econômico da República Velha, centrado na monocultura do café, entrasse em colapso.
     Queima do café em Santos (após o crash da Bolsa de Valores em 1929)
TEXTO PARA OS ALUNOS DO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO - ler o texto e postem suas considerações, principalmente após fazer o trabalho para ser entregue ao professor.   


terça-feira, 10 de abril de 2018

ALUNOS DO SEXTO ANO E DO PRIMEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO ASSISTAM ESTE VÍDEO e depois postem seus comentários abaixo e sobre os Sítios arqueológicos brasileiros....

terça-feira, 20 de março de 2018

Carlos Magno - 7º Ano


NOME:  Carlos Magno (66 anos)
QUEM FOI: Foi sucessivamente rei dos Francos (de 771 a 814), ainda o primeiro 
Imperador do Sacro Império Romano (coroado em 25 de Dezembro do ano 800), restaurando assim o antigo Império Romano do Ocidente.  foi o filho mais velho de Pepino, o Breve, que foi o primeiro rei carolíngio.
NASCIMENTO: 02 de abril de 747.
MORTE: 28 de janeiro de 814.
CAUSA DA MORTE: Fraqueza, depois de sofrer uma Pleurisia.
OBS: No inverno de 814, sofreu um ataque de pleurisia, mas recusou assistência médica e tratou de curar-se jejuando. Foi enfraquecendo gradualmente até morrer.

4º TEXTO PARA ALUNOS DO TERCEIRO ANO ENSINO MÉDIO

ALUNOS DO TERCEIRO ANO, LEIAM ESTE TEXTO, COMPLEMENTO DO CONTEÚDO SOBRE REVOLUÇÃO RUSSA E POSTEM SEUS COMENTÁRIOS.

                      A REVOLUÇÃO RUSSA E A LUTA DAS MULHERES Luna Costa

Hà 100 anos, acontecia a insurreição dos Bolcheviques, liderados por Vladimir Lênin, contra o governo provisório (25/10/17 pelo calendário russo, e 7 de novembro pelo gregoriano).
Era um dos momentos mais marcantes da história: a primeira revolução socialista, feita pela e para a maioria. As mulheres tiveram importância fundamental e foram as responsáveis pelo início do processo revolucionário, mas, apesar dos grandes direitos conquistados pós-revolução, pouco se comenta sobre sua decisiva participação no período.
O grande estopim ocorreu justamente no dia 23 de fevereiro no calendário juliano (08 de março no calendário gregoriano), o Dia Internacional da Mulher. Milhares de mulheres, que viviam uma situação precarizada e miserável, foram às ruas, em uma greve geral por seus direitos mais básicos.
Na Rússia de 1916, as operárias se concentravam no setor têxtil e eram a categoria mais explorada da classe operária. A média de seus soldos chegava a menos da metade do salário dos operários do setor metalúrgico. A porcentagem de analfabetismo era de 17% entre os metalúrgicos e subia para 62% entre as têxteis.
O enorme impulso que as trabalhadoras russas deram à revolução, combinado com a política revolucionária consequente dos bolcheviques, trouxe avanços que ainda hoje articulam mulheres internacionalmente.
Programas governamentais soviéticos investiam na emancipação das mulheres: plena igualdade de direitos civis e políticos, o casamento civil e o divórcio, liberdade sexual, inserção do mercado de trabalho de forma igualitária, direito ao aborto, licença maternidade, uma política que incentivava a socialização do trabalho doméstico e a criação dos filhos, como a construção de creches públicas.
As trabalhadoras que se levantaram por pão, terra e paz ainda são capazes de nos repassar importantes lições sobre o potencial avassalador que a organização de mulheres tem nas transformações sociais. Fundamental no momento que estamos vivendo de retirada dos nossos direitos em todos os campos.
A revolução russa e a luta das mulheres vivem!


Fonte - <https://jornalistaslivres.org/2017/11/revolucao-russa-e-luta-das-mulheres/>

segunda-feira, 19 de março de 2018

O Brasil na Primeira Guerra Mundial - Alunos do 3º Ano do Ensino Médio


O BRASIL NA PRIMEIRA GUERRA

Como sabemos o Brasil não participou diretamente da Primeira Guerra, pois se manteve neutro, uma vez que havia acordos tanto com os países da Tríplice Aliança, como da Tríplice Entente.
Mas, quando os alemães afundaram o navio “Paraná” (05/04/1917) que estava carregado de café, o mais poderoso navio da frota da marinha brasileira, o governo brasileiro declarou guerra aos alemães. Os alemães também torpedearam outros navios “Tijuca” e “Lapa”, fato que levou o presidente Venceslau Brás, entrar na Guerra do lado da Tríplice Entente (com EUA, Império Russo, França e Inglaterra), mas o Brasil não tinha efetivos para enviar a guerra.
Foram oferecidos pilotos, navios militares e estrutura de apoio médico para atuar na região do estreito de Gibraltar, onde havia, na época, um surto de Gripe Espanhola que afetava não só os civis como as forças militares em combate, com alta taxa de mortalidade.
Neste local, os navios brasileiros se encarregaram de proteger a principal entrada para o Mar Mediterrâneo da presença de submarinos alemães, que atacavam os navios em águas internacionais desde o início do conflito e ofereciam o apoio necessário às forças aliadas estacionadas na região. Houve a participação do efetivo brasileiro na região da Jutlândia, entre a Dinamarca e a Alemanha, e na frente Ocidental da Europa, onde se travaram as principais batalhas da Primeira Guerra Mundial.
O Brasil foi o único país da América do Sul a entrar na guerra na condição de combatente. Os governos da Bolívia, Equador, Uruguai e Peru limitaram-se a romper relações diplomáticas com a Alemanha.
O Brasil deu a grande contribuição para a Tríplice Entente suprindo a necessidade da Europa por matérias-primas e produtos agrícolas, escassos por conta do conflito; essa situação econômica da Europa colaborou para o crescimento econômico brasileiro, sobretudo por ter aberto as portas para a industrialização do país, que até então priorizava a produção agrária.

Portanto, a participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial, foi discreta, mas abriu as portas gerou para o crescimento econômico.


sexta-feira, 16 de março de 2018

A luta de Niéde Guidon para preservar o maior tesouro arqueológico brasileiro


ATIVIDADE PROPOSTA PARA OS ALUNOS DO 6º ANO E 1º ANO DO ENSINO MÉDIO - Após ler o texto deixe seu comentário crítico sobre este tema.

Depois de uma vida turbulenta à frente do Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, a arqueóloga cogita abandonar seu projeto de vida. E isso lhe dói demais, porque ela não preparou um sucessor.

Na cidade de São Raimundo Nonato, a 521 quilômetros ao sul de Teresina, Piauí, vive a arqueóloga franco-brasileira Niéde Guidon. Ela está cansada de lutar. Guardiã do maior tesouro arqueológico brasileiro, o Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, com seus registros da vida do homem pré-histórico, ela pensa em se aposentar. E isso pode ser um tremendo problema, já que Niéde não preparou um sucessor. Aos 84 anos, a arqueóloga tem o ar cansado de uma combatente experiente. É uma senhora que se move com dificuldade, mas que ainda preserva a fala firme. Nasceu em Jaú, interior de São Paulo, filha de pai francês e mãe brasileira.
Niéde Guidon 

Formou-se em história natural na Universidade de São Paulo em 1959. Só foi estudar arqueologia em 1975, durante o doutorado na Sorbonne, em Paris, depois de “descobrir” as maravilhosas pinturas rupestres daquela terra seca do sul piauiense. Hoje, o parque soma 135 mil hectares nos municípios de Canto do Buriti, Coronel José Dias, São João do Piauí e São Raimundo Nonato, e concentra 1.354 sítios arqueológicos catalogados, sendo 183 preparados para a visitação turística. É a maior concentração de vestígios ancestrais do mundo, o que fez com que o parque fosse reconhecido como patrimônio cultural mundial da humanidade pela Unesco em 1991.
Os estudos de Niéde reviraram tudo o que se sabia sobre a chegada do Homo sapiens às Américas e geraram as primeiras brigas de gente grande que ela travou. Suas escavações encontraram vestígios ainda mais antigos do que a tese de que os primeiros seres humanos a habitarem o continente teriam vindo da Rússia aos Estados Unidos pelo estreito de Bering, 13 mil anos antes do presente, ou AP (forma de datar descobertas arqueológicas pela qual o dia 1º de janeiro de 1950 marca, arbitrariamente, o “presente”). São fósseis, urnas funerárias, ferramentas e pinturas rupestres com datações que vão de 59.000 AP a 5.000 AP. Apesar de terem as idades estimadas pelos melhores laboratórios de arqueologia da Europa e dos Estados Unidos, os artefatos carecem de aceitação plena pela comunidade acadêmica americana, que ainda banca a teoria formulada em 1950. E esta é só uma das brigas da vida de Niéde. “A tese deles está muito velha. Depois dela já foram descobertos novos vestígios no Brasil e na América do Sul que são bem mais antigos”, ela desdenha.
Sua principal batalha é política; ela criou a Fundação do Museu do Homem Americano (FUMDHAM), que não consegue gerar receita própria pra se manter, governo Federal pouco ajuda e ela afirma que tudo pode ficar no esquecimento, uma vez que o parque pode fechar, ela lamenta. 
Arte Rupestre de São Raimundo Nonato PI
O HOMEM AMERICANO
Até junho de 1963, as únicas pinturas rupestres encontradas no Brasil estavam em Minas Gerais. No Piauí, as figuras deixadas pelos ancestrais nas paredes de cavernas e paredões rochosos do sertão eram chamadas de “desenhos de índios”, sem importância para os locais. Niéde nunca tinha ouvido falar de São Raimundo Nonato. O primeiro contato aconteceu durante uma exposição sobre arte rupestre do Brasil organizada pela USP no Museu do Ipiranga, em São Paulo. Um visitante vindo de São Raimundo pediu para chamar alguém da organização. Queria mostrar fotos de registros parecidos com os da exposição. “Na verdade, aquilo era completamente diferente do resto!”, relembra Niéde. Em 1970, foi para o Piauí conhecer o Sítio de São Raimundo Nonato e o que viu nos paredões piauienses eram criações que contavam muito sobre o homem pré-histórico que viveu ali, contou Niéde. Em 1979, elaborou um projeto para o Banco Interamericano de Desenvolvimento sobre a viabilidade turística da região.
ATUALMENTE Niéde passa boa parte do dia sentada e sente-se sozinha na luta para preservação deste patrimônio da humanidade. “Há um ano peguei o diabo da zika e do chikungunya. Fiquei com artrose e mal consigo caminhar”, reclama, pondo a mão nas articulações. Sim, o Aedes aegypti fez com Niéde o que ninguém conseguiu: a golpeou forte no corpo e na alma. A artrose, doença incurável e dolorida, impede que ela visite diariamente o parque, como fazia até a derradeira picada do mosquito. “A verdade é que a vida aqui é muito chata, entende? Não tem nada para fazer! Não posso ir a um cinema, a um show, porque não tem. Minha distração e minha alegria eram visitar o parque todos os dias. Não consigo mais. Não posso mais ver as coisas bonitas que tem lá. Tenho de ficar trabalhando daqui de casa. E é um saco.”
Ela fala em se mudar para um asilo em Paris. E quem continuará? Niéde nunca apareceu alguém capaz de assumir o leme. Uma boa alma para elaborar projetos, com domínio de outros idiomas e, sobretudo, com disposição e paixão para brigar por um negócio para o qual ninguém fora da comunidade científica dá bola. Mas a verdade é que o fato de Niéde ser uma centralizadora de mão cheia também não ajuda. “Como [o governo em] Brasília é ruim de dar respostas, é preciso ter disponibilidade para ficar indo até lá. Por isso nenhum brasileiro quis ficar no meu lugar”, ela explica. “Então eu vou ficando, ficando, e pronto.”
O desânimo parece mesmo ter pegado Niéde de jeito, mas ela faz questão de reafirmar sua força na última resposta, antes de partirmos. Questiono como o cidadão comum pode ajudar o Parque Nacional Serra da Capivara. “Quer que eu fale a verdade?”, ela retruca, com um risinho. “Indo a Brasília tocar fogo naquilo e não deixar ninguém sair de lá de dentro!” Eita! A velha Niéde de guerra respira. Que venha o inferno.

terça-feira, 13 de março de 2018

ESCRAVIDÃO INDÍGENA: NAS SOMBRAS DA HISTÓRIA (Fernanda Sposito)

      TEXTO PARA ALUNOS DO SEGUNDO ANO DO ENSINO MÉDIO
APÓS LER O TEXTO, FAVOR PUBLICAR SEU COMENTÁRIO.
 VAMOS COMBINAR, AO MENOS CINCO LINHAS...
               

SAINDO DAS SOMBRAS
É preciso ampliar a visão da escravidão indígena ao longo da história do Brasil. Em muitas aulas de História se aprendeu que o índio não foi escravizado, pois eram preguiçosos, ou inaptos para o trabalho. Essa versão foi predominante até a década de 1970, quando os antropólogos, comprovam a escravidão indígena na colonização da América.
MÃO DE OBRA INDÍGENA NA AMÉRICA
Desde os contatos iniciais dos europeus com os povos da América, os cálculos a respeito do uso da mão de obra indígena e a utilização do trabalho forçado dos ameríndios foram recursos muito utilizados. Colombo iniciou a escravidão dos índios e na América portuguesa, também ocorreu à submissão do índio, sendo fundamental p/ sucesso da empresa colonial. Na Carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal, escrita em 01/05/1500 e considerado o primeiro registro português sobre a existência das terras que viriam a ser chamadas de Brasil, o destaque dado às populações indígenas é notável.
LIBERDADE INDÍGENA: UM PRINCÍPIO COM MUITAS EXCEÇÕES
A Companhia de Jesus que Brasil junto com Tomé de Souza, em 1549. A partir de então, os padres buscaram estabelecer contato com os índios, visando sua conversão ao catolicismo. (...) Diante desses desafios, criou-se a política das aldeias, que pregava a submissão dos índios ao padrão europeu, trabalhando em aldeias, como nas vilas portuguesas, controladas pelos padres, onde os índios eram disciplinados as atividades coloniais, para dar lucros aos portugueses.
Os índios que se recusavam a viver nas aldeias coloniais, não tinham outa alternativa que a guerra e a escravidão. Em linhas gerais, o índio podia ser escravizado se se colocasse como um obstáculo à expansão da fé católica e das atividades coloniais. Aqui agia o princípio da guerra justa, uma prática medieval, em que os soberanos católicos institucionalizavam a perseguição aos povos hereges, podendo poupar os inimigos da morte, caso capturados, com um regime de escravidão. Essa prática é reinventada no período moderno, na conquista da América, dando um fundamento jurídico à escravidão indígena, que estava condicionada à inimizade ou obstáculo à expansão do cristianismo. Assim, o índio que resistisse à colonização era escravizado ou morto.
BURLANDO AS NORMAS
Mesmo os que aceitassem se aliar, vivendo sob o jugo dos portugueses nas aldeias coloniais, a garantia dessa liberdade não era assegurada. Milhares de índios foram trazidos da selva para as vilas coloniais com a promessa de liberdade, mas eram presos em ferros e escravizados pelos portugueses, que traíam os acordos previamente estabelecidos.
No Estado do Maranhão e Grão-Pará o recurso à escravidão indígena, inclusive contra lei, foi usado em larga escala durante todo o período colonial e até mesmo no século XIX, o que gerou uma série de revoltas no Brasil independente, como a Cabanagem, ocorrida entre 1835 e 1840. Outra região que se notabilizou pela escravidão indígena foi a capitania de São Vicente, especialmente na vila de São Paulo, entre os séculos XVI e XVII. Os habitantes dessa capitania esgotaram a população indígena originária através dos trabalhos exaustivos a que eram submetidos nas roças e serviços dos portugueses. Além disso, as guerras que se faziam contra os índios e as doenças com as quais involuntariamente os europeus os contaminavam, ajudaram a compor um dos maiores genocídios da História. Uma alternativa à falta de braços escravos em São Paulo resultou no bandeirismo, ou bandeirantismo. Esses personagens famosos da História do Brasil colônia, foram idealizados pelos alguns paulistas até os dias de hoje como “alargadores de fronteira”. Na verdade, as tropas bandeirantes eram expedições de guerra, composta por centenas de índios do tronco linguístico Tupi, cujos capitães eram membros da elite paulista. O objetivo fundamental das bandeiras era de captura de índios, especialmente visando os povos Guarani. As bandeiras eram realizadas para os lados oeste e sul da capitania de São Vicente e visavam repor os escravos índios que já haviam sido extintos nas atividades coloniais paulistas. Assim, é necessário ler o bandeirismo no sentido contrário ao que costuma ser contado: como despovoadores de territórios, como disse John Manuel Monteiro. Na região das missões jesuítico-guaranis no Paraguai e Rio de Prata, por exemplo, os bandeirantes destruíram aldeias indígenas e vilas espanholas, despovoando e levando dali cerca de 50 mil índios para a capitania de São Vicente entre 1620/1650.
ÍNDIOS OU AFRICANOS?
O importante é dizer que nem todas as regiões utilizavam índios como escravos nas atividades coloniais. Embora os índios tenham predominado nos engenhos de açúcar de Pernambuco e Bahia até cerca de 1600, no início do século XVII, a proporção se inverteu. Os africanos escravizados passaram a ser maior parte dos trabalhadores empregados na lavoura de cana e açúcar, os índios se tornaram minoritário. O sucesso da escravidão africana deve-se ao tráfico negreiro, foi um engenhoso projeto colonial, que permitiu a Portugal e Espanha controlar e obter dividendos no comércio da mão de obra, e amarrar os continentes americano e africano à lógica de obter lucro p/ os europeus.


"Índios soldados da província de Curitiba escoltando prisioneiros nativos", tela de Jean-Baptiste Debret

A JUSTIÇA NA CONTRAMÃO!

  A JUSTIÇA NA CONTRAMÃO! Professor Me. Ciro José Toaldo                                                                        Imagem da ...

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